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Educação

Universidade de Aveiro transforma garrafas de plástico em fio para impressão 3D

Uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) está a desenvolver filamentos para impressão 3D a partir de garrafas de plástico recicladas, revelou hoje fonte académica.

Para produzir uma bobine de filamento com elevada incorporação de PET reciclado, os investigadores estimam que sejam necessárias, em média, cerca de 160 garrafas PET, as vulgares garrafas de água de plástico, correspondentes a cerca de um quilo de plástico triturado.

Os estudos decorrem no âmbito do projeto Reciclagem e Reembolso de Embalagens de Alumínio e PET (REAP) promovido pela Universidade de Aveiro, um dos oito projetos aprovados para financiamento pelo Programa Ambiente, do Mecanismo Financeiro plurianual (EEA Grants), estabelecido no Acordo do Espaço Económico Europeu.

Na execução do projeto, a UA conta com a parceria de uma empresa norueguesa especialista na implementação do sistema de recolha com reembolso naquele país.

De acordo com uma nota de imprensa da UA, o produto resultante da implementação do projeto-piloto REAP é destinado à indústria recicladora e produtora de embalagens PET e de alumínio, bem como à reciclagem para fins de demonstração e inovação.

Os filamentos foram validados pela equipa de investigação do projeto através da impressão 3D de garrafas com novas soluções de design.

“A obtenção de um filamento para impressão 3D não é nada trivial, dado que as propriedades de qualquer polímero, e o PET é um desses casos, vão sendo alteradas consoante as etapas de reciclagem, ou seja, as moléculas vão-se quebrando em cada etapa de reciclagem, o que constitui um problema: qualquer processo de produção exige o controlo absoluto das propriedades do material usado”, explica Martinho Oliveira, coordenador dessa vertente do projeto REAP e diretor da Escola Superior Aveiro Norte (ESAN).

Segundo Martinho Oliveira, a equipa de investigação vai prosseguir os estudos “na perspetiva de aumentar a taxa de PET reciclado na produção de cada garrafa e de perceber quais os limites da reciclabilidade do PET”.

Em estudo vão estar também outras possibilidades para aplicação de PET reciclado, que a UA não adiantou por agora.

A equipa de investigadores envolvida nessa vertente do projeto REAP inclui, para além de Martinho Oliveira, Paulo Lima, Ricardo Torcato e Ana Sofia Sousa.

Lusa

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