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Alentejo

Restauro de muralhas de antiga fortaleza em Alandroal arranca em agosto

As muralhas da antiga Fortaleza de Juromenha, nas margens do Alqueva, no concelho de Alandroal, distrito de Évora, vão ser alvo de consolidação e restauro, num investimento de quase cinco milhões de euros, disse hoje o presidente da Câmara.

“O contrato está assinado e falta apenas o visto prévio do Tribunal de Contas”, pelo que “estamos a contar começar as obras em agosto deste ano”, afirmou o presidente da Câmara de Alandroal, João Grilo, declarações à agência Lusa.

Segundo o autarca alentejano, o contrato para a execução das obras foi assinado, no início deste mês, com a empresa que ganhou o concurso.

“Só a intervenção na muralha, são pouco mais de quatro milhões de euros, mas com o acompanhamento arqueológico, fiscalização e revisão de preços, porque numa obra com esta dimensão há sempre ajustes a fazer, chegamos perto dos cinco milhões”, disse.

João Grilo indicou que o projeto conta com financiamento comunitário, nomeadamente de “3,5 milhões de euros” do programa operacional regional Alentejo 2020, e tem aprovado um empréstimo de 900 mil euros do Banco Europeu de Investimento (BEI).

O restante valor “serão fundos próprios” da autarquia, os quais “andam à volta dos 600 mil euros”, adiantou.

De acordo com o presidente do município, esta intervenção vai incidir no “restauro e consolidação dos três níveis de muralha que existem na Fortaleza de Juromenha”.

Este imóvel, sublinhou, “é quase o único” onde é possível observar “vários tipos de muralha e de várias épocas”, designadamente “a muralha de taipa árabe, a muralha medieval e a muralha setecentista em forma de estrela”.

“São os três níveis de muralha que vamos recuperar nesta intervenção para consolidar e evitar que continue a haver degradação e para valorizar o imóvel”, referiu.

O autarca assumiu ter a expectativa de que, com a recuperação das muralhas, “numa parte do interior” da fortaleza, possa ser desenvolvido “um projeto privado ligado à hotelaria”, no âmbito do programa Revive.

“É óbvio que, se a muralha continuasse degradada, nunca ninguém teria interesse em instalar um hotel no interior da fortaleza”, assinalou, realçando que o Revive “está a preparar um concurso público” para a conceção do imóvel.

As primeiras muralhas de Juromenha datam do período da ocupação romana, tendo sido erguidas em 44 antes de Cristo por ordem de Júlio César.

Em 1167 foi conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques, tendo ocupado um lugar de relevo na defesa da nacionalidade portuguesa.

Atualmente, a fortaleza da povoação está classificada como Imóvel de Interesse Público.

A fortificação acolhe no seu interior um conjunto de edificações em estado de ruína, das quais se destacam as igrejas da Misericórdia e Matriz, a cadeia e os antigos paços do concelho.

Lusa

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