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Sociedade

PSD questiona Governo sobre destruição de mina romana em Vila Velha de Ródão

O PSD quer saber as medidas que o Governo vai tomar para reparar os danos causados numa antiga mina de ouro romana, situada em Vila Velha de Ródão, devido a trabalhos de florestação.

Numa pergunta a que a agência Lusa teve hoje acesso, dirigida à ministra da Cultura, Graça Fonseca, 17 deputados do PSD querem saber “quais as medidas que o Ministério da Cultura tenciona adotar para reparar os danos provocados” naquele espaço arqueológico.

No final de janeiro, a Associação de Estudos do Alto Tejo (AEAT) denunciou a destruição de uma antiga mina romana usada para a extração de ouro, situada no concelho de Vila Velha de Ródão, distrito de Castelo Branco, alegadamente devido a trabalhos de florestação.

“No local, deparámo-nos com a destruição do sítio arqueológico através da surriba para plantação de eucaliptos, tal como nos tinha sido comunicado”, explicou a AEAT.

À Lusa, o coordenador desta organização não-governamental (ONG), Jorge Gouveia, disse que a situação já tinha sido denunciada à Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC).

Os social-democratas perguntam ainda à ministra Graça Fonseca se tenciona acionar todos os meios ao seu alcance, “designadamente solicitar às instâncias judiciais as respetivas responsabilidades civis e criminais dos autores”.

Querem ainda saber, se a tutela vai pedir informação à Câmara de Vila Velha de Ródão em relação à violação do Plano Diretor Municipal (PDM).

A mina de ouro romana da Cova da Moura, no concelho de Vila Velha de Ródão, foi identificada como bem arqueológico na segunda metade dos anos 70 do século XX, por elementos da AEAT.

Na década seguinte, a área foi alvo de plantação de um eucaliptal, em parcelas próximas da mina romana.

Lusa

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