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Educação

PSD defende que recuperação de aprendizagens “não se resolve só com dinheiro”

O PSD defendeu hoje que a “abertura do ano letivo está pendurada pela ineficiência e atrasos do Governo” e defendeu que a recuperação das aprendizagens “não se resolve só com dinheiro” e não “se faz num ano ou dois”.

“A abertura do próximo ano letivo está neste momento pendurada pela ineficiência e pelos atrasos que o Governo, e em especial o Ministério da Educação tem vindo a demonstrar”, afirmou o vice-presidente do PSD David Justino em conferência de imprensa na sede do PSD, em Lisboa.

Apontando que os “efeitos da pandemia” são “consideráveis no que diz respeito ao aproveitamento dos alunos”, Justino lamentou que, “além daquilo que é um documento apresentado do Ministério da Educação relativamente à recuperação das aprendizagens”, não seja possível “identificar quais são as medidas e que ações é que estão a ser tomadas para que durante o próximo ano letivo se possa fazer essa recuperação das aprendizagens”.

“O Ministério da Educação, que é sempre tão prolixo a produzir orientações e despachos, sobre isto ainda não fez nada. Publicou um documento, encheu o documento de alguns milhões de euros e, a partir daí, as escolas estão completamente ao deus-dará relativamente àquilo que se pretende preparar e planear no próximo ano letivo”, criticou social-democrata.

O vice-presidente do PSD responsável por esta área, salientou também que as orientações relativas ao próximo ano letivo “já deveriam estar publicadas” e “já nas escolas para serem aplicadas”, uma vez que as aulas devem começar em meados de setembro.

O Conselho de Ministro aprovou, em 17 de junho, o Plano para a Recuperação das Aprendizagens afetadas pela pandemia, destinado aos alunos dos ensinos básico e secundário.

O “Plano 21|23 Escola +”, para a recuperação das aprendizagens afetadas durante os últimos dois anos letivos pelos períodos de confinamento devido à pandemia provocada pela covid-19, em que os alunos estiveram em regime de ensino a distância, foi apresentado em 01 de junho pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, que anunciou um investimento de cerca de 900 milhões de euros.

Hoje, o vice-presidente do PSD salientou que “a recuperação das aprendizagens não se faz num ano ou dois” nem “se resolve só com dinheiro, resolve-se acima de tudo com planeamento, orientações claras para as escolas puderem recuperar os seus alunos e, acima de tudo com mais trabalho”.

Neste ponto, o dirigente defendeu que os alunos deveriam ter tido “aulas extra” de recuperação e que “deveria ter-se aproveitado o mês de julho e eventualmente o início do mês de agosto para fazer algumas iniciativas”.

David Justino defendeu igualmente que esta recuperação não pode acontecer através de um “abaixamento dos níveis de exigência” e apontou que existe “uma pressão enorme” junto das escolas e professores para que os alunos passem de ano “independentemente de saberem ou não”.

“Os danos provocados nesta geração de estudantes são incomensuráveis”, alertou, dando como exemplo os alunos do primeiro ciclo que, se não aprenderem a ler e a calcular “vão carregar com este deficit durante vários anos”.

E lamentou ainda que “deixou de haver instrumentos de avaliação de desempenho”.

Questionado sobre o recrutamento de docentes, Justino afirmou que é necessário “tornar a profissão mais atrativa” e “definir o perfil do professor” e indicou que “há grupos de docência que têm falta de professores”.

Também em declarações aos jornalistas, o vice-presidente da bancada do PSD Luís Leite Ramos salientou que existe a “sensação de que o país não tem Ministro da Educação” e alertou que “professores e diretores das escolas estão preocupados com a falta de orientação”.

O deputado sintetizou ainda o que o PSD defende para a recuperação das aprendizagens e que passa por “avaliar e monitorizar, mais meios” e “soluções diversificadas”, como maior carga horária, tutoria ou acompanhamento.

“Depende dos problemas em cada escola, depende dos problemas em cada disciplina, não há uma solução única, universal e a falta de conhecimento impede de desenhar um plano muito mais rigoroso e muito mais objetivo”, defendeu, lembrando também que o PSD apresentou um projeto de resolução que recomendava ao Governo medidas para a recuperação mas acabou rejeitado.

Lusa

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