Cultura

Pintura chinesa de 1924 vai a leilão com estimativa de 37 milhões de euros

Uma pintura chinesa de 1924 vai a leilão, em Hong Kong, com uma estimativa mínima de 45 milhões de dólares (37 milhões de euros), ilustrando o apetite dos colecionadores por arte apesar da crise económica provocada pela pandemia da covid-19.

A pintura, do artista moderno chinês Xu Beihong, retrata um escravo, escondido numa caverna, e um leão. É baseada na mitologia romana antiga e nas Fábulas de Esopo, segundo a casa de leilões Christie’s.

Xu usa frequentemente a figura do leão no seu trabalho, para exemplificar a crença na ascensão da nação chinesa. O leão na pintura surge ferido, mas permanece digno, justo e orgulhoso – um símbolo do espírito chinês, segundo a casa de leilões.

A pintura “Escravo e Leão” é considerada uma obra inovadora, que inspirou as pinturas posteriores de Xu, e uma das pinturas a óleo mais importantes da história da arte chinesa.

“O próprio Xu Beihong é um dos mais importantes artistas modernos da China, que influenciou gerações de pintores e artistas”, disse Francis Belin, presidente da Christie’s para a Ásia-Pacífico.

“Este tipo de trabalho e de prestígio não chegam ao mercado com muita frequência”, descreveu.

Estima-se que a pintura fature entre 45 milhões de dólares e 58 milhões de dólares (48 milhões de euros), num leilão de lote único, em 24 de maio.

Belin observou que há um apetite diversificado por obras-primas modernas e contemporâneas e que o mercado deve permanecer forte.

No ano passado, uma pintura chinesa de 700 anos intitulada “Cinco Príncipes Bêbados a Retornar a Cavalo”, da Dinastia Yuan, arrecadou 41,8 milhões de dólares (34,7 milhões de euros), num leilão da Sotheby’s em Hong Kong.

Lusa

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