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Portugal

Número de pessoas que sai de casa sem ser para trabalhar caiu para metade

O número de pessoas que disse sair de casa sem ser para ir trabalhar caiu para metade desde 11 de dezembro, assim como o convívio com um grupo até 10 pessoas, que desceu de 20% para 1,7%, foi hoje divulgado.

Os dados fazem parte do Barómetro Perceções Sociais sobre a Covid-19 apresentado pela diretora da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), Carla Nunes, na reunião que decorreu no Infarmed, em Lisboa, e que reuniu especialistas em saúde pública, membros do Governo e o Presidente da República.

Segundo o inquérito, a 11 de dezembro 35% dos portugueses afirmaram que saíam de casa sem ser para ir trabalhar, número que baixou para 16,4%, “menos de metade das pessoas”.

Sobre se manteve a distância de dois metros de outras pessoas algumas vezes ou nunca quando saíram de casa, o valor mais elevado foi a 08 de janeiro, com 20%, e atualmente são 8%, menos de metade.

Também o número de pessoas que disse ter-se reunido nas duas últimas semanas com um grupo com 10 ou mais pessoas que não vivem consigo, baixou de 20% na quinzena que acabou a 25 de dezembro para um 1,7% na última quinzena.

“Temos aqui uma recuperação muito acentuada neste indicador”, disse Carla Nunes, adiantando que o mesmo se passou em relação ao uso de máscaras, que estava em 76% a 08 janeiro e subiu para 92% neste último mês.

Já em termos da saúde global o que se observou é que “piorou ao longo da pandemia até ao final de novembro e depois entrou numa fase de estabilização, com algumas oscilações, mas sem nenhum padrão relevante”, disse a investigadora.

Em termos de saúde mental, já houve maiores variações com valores mais baixos durante o verão. Nesta última quinzena, um em cada dois inquiridos disse sentir-se ansioso, agitado, triste todos os dias ou quase todos os dias e um em cada quatro identificou-se como se sentindo da “pior forma”.

O estudo revela também que 20% dos inquiridos que necessitavam de recorrer aos serviços de saúde em fevereiro optaram por não ir, “o valor mais alto verificado ao longo da pandemia”, salientou.

Quanto à perceção de risco de vir a ficar infetado com covid-19, baixou de 73,5% em janeiro para 56,5% em 19 fevereiro, disse a investigadora, adiantando que esta situação está normalmente associada à alteração de comportamentos.

“É uma relação bidirecional e complexa. Tanto a perceção de risco pode levar à alteração de comportamentos como a alteração de comportamentos pode levar a uma perceção de risco baixa”, explicou.

Em relação à perceção de adequação das medidas implementadas pelo Governo no combate à covid-11, houve alguma recuperação destes indicadores.

A 22 de janeiro, havia 68,9% a dizerem que as medidas eram “pouco ou nada adequadas” e houve uma recuperação nas últimas duas semanas.

Lusa

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