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Portugal

Nos cartuchos finais, Jerónimo prometeu autarcas da CDU sem “subserviência” ao Governo

O secretário-geral comunista visitou hoje dois bastiões da CDU, mas foi no Seixal que alertou o Governo de que nos próximos quatro anos não haverá “subserviência” dos autarcas da coligação e que as promessas têm de ser cumpridas.

No penúltimo dia da campanha autárquica, Jerónimo de Sousa apostou em três concelhos presididos pela CDU: Évora, Montemor-o-Novo e Seixal, estes dois últimos desde 1976.

A corrida no Seixal está encaminhada para a vitória, considerou o autarca e recandidato ao cargo, Joaquim Santos, e o secretário-geral do PCP esteve presente no comício de hoje para um último ’empurrãozinho’.

Depois do fado de Diana Soares, em que a letra de “Cheira a Lisboa”, de Amália Rodrigues, foi adaptada pelos apoiantes da coligação para “cheira bem, cheira a CDU”, o dirigente comunista advertiu o Governo que até 2025 os autarcas bater-se-ão para ver cumpridas as promessas que o PS fez, mas que estão por concretizar.

“Com os eleitos da CDU há sempre abertura para a construção de soluções necessárias, mas não se espere que assumamos, em momento algum, um papel de subserviência ou de paninhos quentes”, sustentou, recebendo um longo aplauso da plateia.

Um exemplo destas promessas incumpridas é a “construção do há muito adiado” hospital do Seixal, “inscrito no Orçamento do Estado de há quatro anos ou há cinco anos, mas que será uma realidade” com a intervenção da CDU, advogou.

A calendarização exata deste projeto foi explicada pelo presidente da Câmara do Seixal, que a acompanhou com críticas ao “lamentável” papel que PS e PSD desempenharam neste processo.

“É lamentável que os governos que muito prometem, muito pouco façam. Não é só no concelho do Seixal, é também na nossa região. E o hospital do Seixal é um bom exemplo. Com um primeiro protocolo em 2009 era para estar pronto em 2012. Em 2012 um Governo do PSD e CDS-PP mandou arquivar o processo”, explicou Joaquim Santos.

O segundo protocolo, prosseguiu, foi firmado em 2018 já com o Governo socialista e a obra tinha de ser feita em 2021.

“Pois é, camaradas e amigos, estamos em 2021 e nem sequer o projeto de execução foi adjudicado, mas já estamos habituados”, completou.

O secretário-geral do PCP também disse que durante a campanha autárquica houve “ataques inaceitáveis” e um “quadro de preconceito”. Mas a tudo isso a CDU resistiu, referiu, por isso, Jerónimo de Sousa reeditou o pedido que fez em todos os comícios: um último esforço de todos para que o resultado seja um claro reforço da CDU no domingo.

Lusa

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