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Músico Luís Peixoto edita novo álbum "Geodesia" na sexta-feira

Cultura

Músico edita novo álbum “Geodesia” na sexta-feira

O novo álbum de Luís Peixoto, “Geodesia”, a editar sexta-feira, é uma visita ao repertório da música tradicional, com composições de sua autoria.

O álbum, maioritariamente instrumental, com Luís Peixoto no bandolim, mas também no cavaquinho e na viola braguesa, reflete tradições ibéricas, com alguns temas do lado de lá da fronteira, como “Olost”, que Peixoto compôs com Ciscu Cardona durante uma residência artística na localidade que dá nome à faixa, a cerca de 100 quilómetros a norte de Barcelona, ou “Xota d’Ibias”, uma composição tradicional das Astúrias que tem como convidado o guitarrista José Peixoto (ex-Madredeus).

“Este disco, eminentemente acústico, evidencia as ligações entre as pessoas e as culturas”, disse o músico, em declarações à agência Lusa.

Uma das composições que fazem parte do alinhamento, “Resiliência”, foi composta no verão de 2019, “e nunca como agora faz tanto sentido, essa capacidade das pessoas se transformarem para fazer frente às situações”, disse o músico, que reconheceu que o confinamento “influenciou” a produção do álbum, não só do ponto de vista criativo, como em questões práticas.

“Eu convidei um músico irlandês para participar neste disco, mas em virtude do confinamento, ele não conseguiu arranjar estúdio para gravar”, contou.

Além de Luís Peixoto, o disco conta com as participações do catalão Ciscu Cardona (guitarra) e do asturiano Rubén Bada (violino), constituindo o trio de cordas central, mas também outros convidados como Germán López, das Ilhas Canárias, no ‘timple’, e do cabo-verdiano Hernani Almeida, na guitarra nylon, o finlandês Esko Järvelä, no violino, ou da portuguesa Catarina Moura (voz), no único tema cantado do álbum, “Chula do Salto”, constituído por quadras do cancioneiro tradicional português.

Dos doze temas, sete são composições originais de Luís Peixoto, entre elas: “Bom Descanso”, “Calçadas”, “Siga a Rusga” ou “Going Over Distance”.

Entre os temas tradicionais, a “Murinheira de Coimbra” junta uma composição original a duas recolhas musicais, com mais de 50 anos, realizadas em Moimenta de Vinhais, em Trás-os-Montes.

O tema de abertura do disco também faz a fusão dos temas tradicionais transmontanos “Canedo” e “Alvorada Sanabresa” com a composição original “Volta a Trás”.

Do sul, mais concretamente do Algarve, o álbum inclui “Corridinho da Chispa”, que é, também, uma fusão entre um tema tradicional de Loulé e uma composição original de Peixoto, contando com a participação de Celina da Piedade (acordeão) e de Ricardo Mouriño (Tin Whistle).

À Lusa o músico referiu a ligação às suas raízes musicais, e como “cada um dos músicos aporta as suas próprias experiências, sendo tudo um fator enriquecedor”.

Luís Peixoto, 40 anos, já trabalhou com os Dazkarieh, Ana Bacalhau, Sebastião Antunes e Júlio Pereira, e apresentou-se a solo em 2017 com o disco “Assimétrico”, um caminho que confirma com “Geodesia”.

Lusa

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