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Economia

Ministro refere “recursos inéditos” para “investimento produtivo” das empresas

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, afirmou hoje que as empresas portuguesas vão poder contar com “recursos inéditos”, através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do próximo quadro financeiro plurianual, para o “investimento produtivo”.

“Tomámos a decisão clara de no PRR e na programação do próximo quadro financeiro plurianual dotarmos as nossas empresas de recursos inéditos na nossa história”, realçou, na inauguração de uma fábrica de processamento de nozes no concelho de Évora.

Segundo o governante, o PRR português, que foi aprovado na quarta-feira pela Comissão Europeia, “é, de entre todos aqueles que já são conhecidos até o momento, o que maior percentagem do orçamento dedicada aos apoios diretos às empresas”.

Já o próximo quadro financeiro plurianual, sublinhou Pedro Siza Vieira, “vai ter recursos também para o apoio direto às empresas superiores àqueles” que existiram nos anteriores quadros financeiros comunitários.

Estes apoios destinam-se ao “investimento produtivo orientado para os bens transacionáveis e para setores cada vez mais inovadores e complexos”, apontou, salientando que “na próxima década o país vai conhecer um momento de grande crescimento”.

“Grande crescimento do investimento e de grande capacidade de aumentarmos a competitividade externa da nossa economia e essa confiança não é uma esperança vã ou um otimismo desligado da realidade”, assinalou.

O ministro vincou que a sua confiança “assenta no testemunho e na evidência do percurso” percorrido nos últimos anos e que está “tão bem ilustrado” na aposta do grupo Sogepoc na criação de uma fábrica de processamento de nozes.

Na sua intervenção, Siza Vieira referiu que o setor agroalimentar “foi um dos maiores contribuintes” para o que considerou ser “a maior transformação estrutural da economia portuguesa dos últimos tempos”.

“Foi o facto de termos crescido tanto nas nossas exportações e de termos passado a ter um saldo positivo na nossa balança comercial, algo que, neste momento, está consolidado”, apontou.

O titular da pasta da economia, acompanhado pela ministra da Agricultura, falava na inauguração da unidade da Nogam, situada em Torre de Coelheiros, no concelho de Évora, que faz parte de um investimento de cerca de 50 milhões de euros do grupo Sogepoc.

Esta fábrica é um dos mais recentes investimentos do grupo de Ortigão Costa, integra a estratégia de diversificação desta sociedade familiar e representa um investimento de 6,9 milhões de euros.

O investimento global de “cerca de 50 milhões de euros”, que inclui a “compra de terra, plantação, custo de manutenção das nogueiras até ao terceiro ano e também todo o investimento na fábrica e na unidade de apoio à parte agrícola” deverá resultar numa faturação anual “entre 20 a 25 milhões de euros”, segundo o diretor executivo da Nogam, Tiago Costa.

Lusa

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