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Portugal

Ministra da Agricultura defende valorização orgânica do bagaço da azeitona

A ministra da Agricultura afirmou hoje que a solução para ultrapassar a falta de capacidade das fábricas para armazenar o bagaço de azeitona no Alentejo passa pela sua valorização orgânica em substituição dos fertilizantes de síntese.

“Nós [Ministério da Agricultura] temos conhecimento e estamos a acompanhar este processo [falta de capacidade das fábricas para armazenar o bagaço de azeitona]. Em primeiro lugar, isto é uma responsabilidade dos próprios produtores”, afirmou Maria do Céu Antunes, em Castelo Branco, à margem da apresentação do programa “Emparcelar para Ordenar”.

Questionada sobre a situação de paralisação do setor olivícola no Alentejo, sobretudo, devido à falta de capacidade das fábricas para armazenar o bagaço da azeitona, a ministra sublinhou que a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo (DRAP Alentejo) está a acompanhar e a avaliar o processo.

“Inclusivamente está neste momento a ser ponderado pelos produtores o aluguer de uns espaços para colocação do bagaço [azeitona] para depois poder ser trabalhado”, sublinhou.

A governante realçou ainda que este é um processo que o seu ministério conhece desde há algum tempo e adiantou que até já houve a intenção de se construir uma nova fábrica de transformação de bagaço, projeto que não avançou “por via de questões ligadas ao plano diretor municipal (PDM) que impossibilitava essa localização”.

“Aquilo que entendemos que deve acontecer em relação ao bagaço da azeitona, assim como a outros subprodutos da agricultura, nomeadamente aos efluentes pecuários é conseguirmos fazer a sua valorização orgânica, para a substituição de fertilizantes de síntese, por fertilizantes orgânicos, que é um dos objetivos que temos em carteira para o próximo ciclo de investimentos”, sustentou.

Maria do Céu Antunes sublinha que as unidades transformadoras de bagaço de azeitona “têm o seu papel”, mas reforça que aquilo que o Governo está a tentar fazer, através do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), “é encontrar forma de pegar nos subprodutos da agricultura e podermos trabalhar estas matérias para poderem depois ser usadas como fertilizantes orgânicos”.

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