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Portugal

Máscaras obrigatórias desde o 2.º ciclo e recomendadas no 1.º ciclo

 Diretores escolares saúdam a norma das autoridades de saúde que hoje esclareceu a obrigatoriedade do uso de máscaras a partir do 2.º ciclo e ser recomendável entre os mais novos, dependendo neste último caso da autorização dos pais.

A orientação sobre a utilização de máscaras divulgada pela Direção-Geral da Saúde (DGS) “é muito importante para esclarecer as dúvidas que foram lançadas no final da semana passada, ainda por cima numa altura em que as máscaras deixaram de ser obrigatórias na rua”, disse à Lusa o vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), David Sousa.

A orientação de hoje define que a máscara é obrigatória dentro dos estabelecimentos escolares a partir do 2.º ciclo a todos os que a frequentem, desde professores a funcionários e alunos.

Já entre os alunos do 1.º ciclo, a utilização da máscara certificada ou cirúrgica é “fortemente recomendada”, tal como já acontecia no ano letivo passado, lembrou David Sousa.

Com a chegada de uma nova variante do vírus, chegaram também em abril novas orientações e recomendações, entre elas o alargamento do uso da máscara entre os mais novos.

No passado ano letivo, “houve muitas escolas do 1.º ciclo que optaram por usar máscara, enquanto outras não. Mas estas decisões foram sempre tomadas depois de conversar com os pais, que são quem tem sempre a última palavra, uma vez que é apenas uma recomendação e não uma obrigação”, explicou Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).

Manuel Pereira é também diretor do Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto, em Cinfães, que conta com sete escolas do 1.º ciclo e disse à Lusa que “a grande maioria dos alunos usou máscara, em especial os do 3.º e 4.º anos”.

Uma vez que entre os mais novos se trata de uma recomendação, “não se pode obrigar ninguém a usar e por isso é preciso haver uma articulação com os encarregados de educação”, acrescentou.

Este ano letivo, volta a haver reuniões com os encarregados de educação para definir como será aplicada a recomendação da DGS, acrescentou.

Manuel Pereira reconhece que aplicar a recomendação é sempre um pouco trabalhoso no início, mas depois traz vantagens: “É importante que as crianças percebam a importância de usar máscara e como se deve usar. Primeiro por uma questão de proteção, mas também porque, no limite, até podem chegar a casa e explicar aos pais ou amigos. É importante educar as crianças para a importância da proteção”.

A orientação da DGS define que o uso da máscara por crianças entre os 6 e os 9 anos deve acontecer apenas depois de “treino no uso” para que a utilizem de forma correta e que deve ser garantida a supervisão por um adulto.

Segundo David Sousa, tanto no pré-escolar como no 1.º ciclo, as crianças “são permanentemente acompanhadas” por adultos e por isso este não é um entrave à aplicação da recomendação.

“A aplicação da recomendação e a eventual utilização da máscara por crianças dos seis aos 10 anos deverá sempre ser articulada com os encarregados de educação”, corroborou o vice-presidente da ANDAEP.

Para David Sousa, mais importante que o uso da máscara é conseguir sensibilizar os pais para que não enviem para a escola alunos com sintomas pouco habituais ou que tenham estado em contacto com alguém com sintomas, sem primeiro esclarecer com as autoridades de saúde.

“É preferível um aluno perder um dia de aulas do que de repente ficarem em casa uma série deles durante uma série de dias”, disse, defendendo a necessidade de uma estratégia de comunicação que consiga combater hábitos antigos como o de “dar um ben-u-ron e mandar a criança para a escola”.

Esta semana arranca mais um ano letivo para cerca de 1,2 milhões de alunos do 1.º ao 12.º anos de escolaridade. Milhares de jovens dos 12 aos 17 anos foram, entretanto, vacinados contra a covid-19, alguns dos quais já com as duas doses.

Lusa

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