Portugal

Marcelo fala em “equilíbrio muito razoável e muito prudente” no desconfinamento

O Presidente da República defendeu hoje que o plano de desconfinamento gradual divulgado pelo Governo representa um “equilíbrio muito razoável e muito prudente”, falando em convergência entre a Assembleia, o executivo, os partidos e os especialistas.

“Parece-me que se chegou a um equilíbrio muito razoável e muito prudente entre o que era a posição dos especialistas, dos partidos e do que o Governo estava a estudar e do que o Presidente da República pensava”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

Falando aos jornalistas portugueses em Roma, em Itália, depois de ter recebido esta manhã pelo papa na Cidade do Vaticano, o chefe de Estado vincou que “há aqui uma preocupação de conciliar a ideia de desconfinamento com prudência e preocupação”.

“[O plano] permite confirmar várias coisas: em primeiro lugar, a coincidência e a convergência, não só institucional como também estratégica, que tem envolvido o Presidente da República, a Assembleia da República e o Governo, que continua e vai continuar até ao fim da pandemia”, assinalou.

E, em segundo lugar, “o plano tem a preocupação de ir até maio, o que é bom por não ser demasiado longo e ser flexível nos indicadores escolhidos na forma como ligados com as medidas, de salvaguardar uma ideia que me parecia importante, da Páscoa com confinamento”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.

Classificando o plano como “positivo”, o chefe de Estado saudou a ideia de este prever “uma Páscoa confinada”.

Para o chefe de Estado, outra parte importante do plano é a “ideia de uma abertura progressiva e permanentemente acompanhada das atividades económicas e sociais e a prioridade dada à escola”.

“É prudente fazer este equilíbrio [porque] nunca sabemos o que se passa na circulação das pessoas e do vírus e esta abertura em Portugal ser feita de forma gradual e que olha para o que se passa na Europa, onde uma parte significativa tem um panorama mais negativo do que positivo”, argumentou Marcelo Rebelo de Sousa, comparando a situação no país com outros, como Itália, no qual foi anunciado um reforço das restrições.

“Aqui em Itália tive notícias de que vão avançar no sentido de fechar e vários países da Europa vão não no sentido positivo, mas no negativo”, disse ainda.

Na quinta-feira à noite, o Governo anunciou que as medidas de desconfinamento que vão vigorar entre 15 de março e 03 de maio, um processo gradual e que será sujeito a apreciação quinzenal em função da avaliação do risco da pandemia de covid-19.

Considerado pelo primeiro-ministro, António Costa, como um desconfinamento a “conta-gotas”, o plano apresentado após reunião do Conselho de Ministros mantém o dever geral de confinamento até à Páscoa.

As medidas da reabertura hoje anunciadas serão revistas sempre que Portugal ultrapassar os “120 novos casos [de infeção] por dia por 100 mil habitantes a 14 dias” ou sempre que o índice de transmissibilidade (Rt) do vírus SARS-CoV-2 ultrapasse o 1, referiu o chefe de Governo.

Este plano de desconfinamento do país foi apresentado no dia em que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decretou, pela décima terceira vez, a renovação do estado de emergência por mais quinze dias, até 31 de março, para permitir medidas de contenção da covid-19.

Lusa

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