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Agricultura

Macário Correia : “Há uma etnia especial que ataca as alfarrobas com ajuda do estado”

No inicio da semana, Macário Correia esteve à conversa com Goucha, num tom descontraído, foram abordados vários temas, entre os quais a agricultura, a sua atividade principal de momento.

Enquanto agricultor, produz citrinos e alfarroba contudo, o antigo autarca afirma que esta gera uma problemática que é o roubo, uma vez que, “Há uma etnia especial que ataca as alfarrobas com ajuda do estado”.

” O Governo pode resolver o problema, basta que crie uma norma administrativa para que a faturação seja associada a um título de posse de terra com alfarrobeiras”, explica o antigo ministro do Ambiente de Cavaco Silva.

O ” ouro negro do Algarve”, como é conhecida a alfarroba tem sido alvo de vários roubos, em relação ao ano passado os roubos de alfarroba duplicaram , infelizmente é algo que faz parte do quotidiano dos agricultores que se veem obrigados a adotar novos métodos de maneio dos frutos, provocando um acréscimo no preço final ao consumidor, segundo o avançado pela reportagem da TVI.

O seu valor comercial não para de aumentar, razão pela qual os roubos duplicaram. Um quilo de alfarroba pode chegar a atingir os 3€.

Num período em que os agricultores não conseguem evitar o furto, na internet circula um vídeo que está tornar-se viral, onde duas jovens mostram o dinheiro ganho na apanha de alfarroba, o que vem indignar os produtores.

Portugal

CAP considera que a agricultura não é uma prioridade para o Governo

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) considera que a agricultura e os problemas presentes no setor não constituem uma prioridade para o Governo, frisando ainda, que muitos agricultores estão em risco de abandonar os terrenos.

O presidente da CAP acusa o Governo de não dar prioridade aos problemas do setor, devido à falta de água e que é urgente conhecer quais os projetos planeados para a agricultura.

Segundo Eduardo Oliveira, presidente da CAP, “O sector tem de ser informado, sobre o que é que o Governo pensa fazer em relação a esta temática, porque isso vai condicionar muito as decisões dos agricultores em continuarem ou não a fazer investimentos”.

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Portugal

Agricultor hospitalizado após mais de 20 dias em greve de fome em frente a São Bento

A hospitalização ocorreu no dia em que António Costa afirmou no Parlamento, que não havia nada a fazer pelo agricultor.

Luís Dias, o agricultor que se encontra em greve de fome há 22 dias, em frente ao Palácio de São Bento, ao final da tarde de quinta-feira foi hospitalizado, segundo o avançado na rede social Twitter pelo vice-presidente da associação Frente Cívica, João Paulo Batalha.

“Luís Dias foi hospitalizado ao final da tarde de hoje, 22º. dia de greve de fome. Já sentia dores desde ontem e seguramente não terá sido fácil ver hoje António Costa mentir ao Parlamento e assumir que lhe é indiferente se o Luís vive ou morre. Não desistimos de ti, Luís!”, pode ler-se na publicação.

O agricultor foi hospitalizado exatamente no mesmo dia em que Rui Tavares, deputado único do Livre, questionou António Costa relativamente às reivindicações de Luís Dias.

Respondendo ao deputado, o primeiro-ministro afirmou que o seu gabinete manteve o contacto com o agricultor “várias vezes ao longo dos anos em que tem estado em manifestações”, acrescentado que, de momento, não há nada que o Governo possa fazer para responder a essa situação”

O agricultor reagiu às declarações de António Costa no Twitter , “Nunca pensei que o primeiro-ministro pudesse mentir a meu respeito em pleno plenário. Só posso concluir que realmente planeia deixar-me morrer”.

A situação envolve um litígio em tribunal com agricultor, que em meados de 2017, ficou sem recursos para sobreviver devido a uma intempérie.

Tudo começou em 2015, quando Luís apresentou, junto da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC) uma candidatura para ajudas financeiras de forma a avançar com uma exploração de amoras na Quinta da Zebreira, em Castelo Branco.

Segundo a DRAPC, a candidatura foi recusado devido à ausência de garantias bancárias.

Luís recorreu ao Tribunal de Contas Europeu, que lhe deu razão, explicando que as garantias bancárias não podiam ser exigidas.

Em meados de 2017, o mau tempo destruiu a sua exploração e o agricultor voltou a pedir auxílio à DRAPC e verbas para compensar os prejuízos provocados pela intempérie, mais uma vez a ajuda voltou a ser negada.

Anos depois, Luís voltou a recorrer à provedora de Justiça, e o Ministério da Agricultura, num despacho, considerou que o agricultou poderia ter acesso a verbas do Estado, contudo, até ao momento, não foi feito qualquer pagamento.

Em plena campanha eleitoral António Costa prometeu solucionar o problema, mas oito meses depois a situação permanece igual. Período esse em que o agricultor e grevista Luís Dias, realizou três greves de fome.

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Portugal

“É preciso combater o discurso do não às barragens”, diz presidente da CAP

© CAP

O presidente da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP), posiciona-se contra aqueles que contestam a construção de reservas de água, afirmando que “é preciso combater os discursos do não às barragens”.

Eduardo Oliveira falava em Bragança no encerramento da Jornada dos Cereais do Norte, referia-se aos acontecimentos dos últimos dias, no que diz respeito à interrupção da transferências de água do rio Douro para Portugal. O dirigente acrescenta ainda que é imperativo implementar uma estratégia para a água que inclua as barragens.

Segundo o presidente da CAP em Portugal impera a estratégia do “não”, do “não” quererem fazer mais barragens.

“E se não querem fazer mais barragens, então como é que vamos pedir aos espanhóis, que as fizeram e que têm alguma água nas barragens, (como) vamos exigir a eles, dizer-lhes que a agua que eles reservam nas barragens, que eles fizeram, é nossa?”.

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Agricultura

As características das vinhas influenciam o potencial das aves como aliadas no controlo de pragas

Estudo da Universidade de Évora (UÉ) demonstra que as características das vinhas influenciam o potencial das aves como aliadas no controlo de pragas. Essencial para “facilitar uma agricultura mais biológica e com menor uso de químicos” o resultado final, “são melhores vinhos e a proteção da natureza” evidencia Rui Lourenço, investigador do LabOr-MED e primeiro autor do artigo publicado na revista Ecological Indicators (https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1470160X20311900).

Um grupo de investigadores do Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento (MED) e do Departamento de Biologia da UÉ envolvidos neste estudo apontam que as “vinhas de pequena dimensão rodeadas por paisagens heterogéneas estão potencialmente mais protegidas de pragas de insetos”, isto porque estas promovem uma maior diversidade funcional de aves. São o cartaxo-comum, a cotovia-comum, a cotovia-escura, a felosa-poliglota, o rouxinol-do-mato, a toutinegra-de-cabela-preta, ou ainda a poupa, as aves insetívoras comuns nas vinhas que apresentam maior potencial de controlo de pragas.

O investigador recorda que estas aves alimentam-se de lagartas, traças, escaravelhos, cigarrinhas e outros invertebrados, combatendo de forma natural as pragas nas vinhas e os resultados agora divulgados “permitem aos vitivinicultores definir boas práticas, beneficiando os produtores mas também a biodiversidade” destacam.

“A heterogeneidade da paisagem junto às vinhas pode ser alcançada através da conservação de habitats ripícolas, sebes naturais, árvores, muros de pedra e edifícios rurais, e esta complexidade estrutural beneficia as comunidades de aves fornecendo alimento, abrigo e locais de nidificação” frisa o investigador. Os índices de diversidade funcional são indicadores da composição das comunidades de aves que se baseiam não só nas espécies presentes, mas também nas suas características (por ex. peso, estratégia de alimentação, local de alimentação e dieta). Assim, a diversidade funcional pode refletir o potencial do serviço de biocontrolo fornecido pelas aves.

“As aves têm um grande potencial no controlo de pragas porque muitas espécies são insetívoras, têm várias funções (por ex. variedade de habitats de alimentação e comportamentos), e são comuns na maioria dos habitats” destaca Rui Lourenço, adicionalmente, destaca que “existem provas que as aves desempenham o serviço de biocontrolo em vinhas e noutras culturas”, acrescenta o doutorado em Biologia pela Universidade de Évora que se têm dedicado há mais de 20 anos à investigação na área da ecologia e conservação de aves.

Desta forma, as vinhas formam paisagens com gestão intensiva, sendo suscetíveis a diversas doenças e pragas causadoras de prejuízos consideráveis verificando-se aqui várias espécies de insetos que podem tornar-se pragas, afetando principalmente as folhas e as uvas, exemplo disso, a traça da uva ou a cigarrinha-verde.

As comunidades de aves foram amostradas neste estudo utilizando pontos de escuta em 31 parcelas de vinha localizadas no distrito de Évora que representavam diferentes práticas de gestão e contextos de paisagem. Nestes pontos de escuta os investigadores detetaram a aves por audição e observação, “um método que permitiu contabilizar sobretudo as aves que estavam nas vinhas e com maior potencial de prestar serviços de controlo biológico, descartando as que estavam em habitats mais afastados” elucida Rui Lourenço.

O Investigador MED da academia eborense destaca que “a diversidade funcional de aves foi mais elevada em vinhas pequenas rodeadas por paisagem mais diversificada com árvores”, quando comparadas com vinhas de média dimensão rodeadas sobretudo por parcelas agrícolas, ou ainda em vinhas de maior dimensão e frequentemente rodeadas por outras vinhas.

Desta forma sublinha-se o facto das vinhas de menor dimensão situadas em paisagens mais heterogéneas que incluam zonas arborizadas parecem ter uma maior biodiversidade funcional de aves, “facto que deverá estar associado a um maior potencial do serviço de biocontrolo fornecido pelas aves insetívoras” realça ainda a este respeito o investigador.

É inequívoco o valor que o vinho e a vinha têm para o nosso país, “e são muito relevantes para a economia regional em muitos países e as aves podem ser importantes aliadas da chamada “vinecologia”, realça o investigador da UÉ, integrando as práticas ecológicas na viticultura “que vão de encontro à procura crescente por parte de consumidores de vinhos de qualidade e promotores da sustentabilidade ambiental” conclui Rui Lourenço.

O estudo foi desenvolvido no âmbito do projeto “Novas ferramentas para a monitorização e avaliação de serviços de ecossistemas em sistemas de produção tradicionais do Alentejo sujeitos a intensificação”, financiado pelo programa Alentejo 2020.

Divisão de Comunicação da Universidade de Évora

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