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Portugal

Jerónimo defende que país precisa “de outras medidas e outras soluções”

O PCP defendeu hoje que o país precisa de “outras medidas e outras soluções” no combate à covid-19, que passam pelo reforço da testagem, dos rastreios e vacinas, alertando para os impactos do confinamento na vida dos idosos.

“O país precisa de outras medidas e de outras soluções. Medidas e soluções que passam por reforçar a testagem, garantir rastreios e vacinar rapidamente a população”, afirmou o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, numa sessão pública realizada no Centro de Trabalho Vitória, em Lisboa, intitulada “Com o PCP – melhores pensões, mais saúde, condições de vida dignas”.

O líder comunista considerou que estas “são três medidas que não podem ser tomadas independentemente umas das outras”, exigindo, por isso, “uma grande capacidade de organização e direção dos serviços e o investimento necessário na aquisição das vacinas, dos testes e na contratação dos profissionais que estão em falta para concretizar as medidas”.

De forma a “não ficar refém das decisões da Comissão Europeia”, Jerónimo defendeu “a aquisição de outras vacinas já autorizadas pela OMS [Organização Mundial de Saúde] em vários países”, vincando ainda a importância da contratação de profissionais para reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), seja em hospitais ou centros de saúde.

“Sem pôr em causa a necessidade de medidas excecionais numa situação excecional, a verdade é que o confinamento agressivo só por si não resolve o problema sanitário no País, com o inevitável ‘para, arranca’ que dele resulta”, sustentou.

No âmbito da sessão pública, Jerónimo de Sousa alertou para as várias dificuldades sentidas particularmente por reformados e pensionistas, com rendimentos que “não permitem, à sua grande maioria, ter uma alimentação adequada”, “a casa aquecida” ou até acesso a medicamentos.

“Uma realidade que fica particularmente exposta e agravada neste tempo de surto epidémico, em que aumentam as despesas com a compra de máscaras e gel para cumprir a etiqueta respiratória e, em que estão mais caros muitos produtos essenciais”, acrescentou.

O líder comunista salientou que, no mês de fevereiro “foi pago o aumento extraordinário de dez euros, com retroativos a janeiro, a cerca de 1,9 milhões de reformados e pensionistas com pensões até 658 euros”, uma “importante medida” e “conquista” do partido.

No entanto, Jerónimo apelidou como “inaceitável e injusta” a situação dos reformados com pensões acima dos 658 euros que ficaram excluídos, em 2021, deste aumento, criticando o atual “quadro de políticas de desvalorização das pensões”.

Entre as reivindicações do PCP relativamente aos idosos, incluiu-se ainda o reforço de pessoal em infraestruturas de apoio, das equipas de Segurança Social – para que estas possam “responder adequadamente às necessidades das instituições particulares de solidariedade social” – ou ainda o alargamento do serviço de apoio domiciliário em pandemia.

“Todos nós sabemos que os impactos do confinamento na vida dos reformados, pensionistas e idosos são muito graves, particularmente em resultado das prolongadas situações de isolamento e solidão, privados do contacto e do convívio familiar e social. Em muitos casos as desigualdades sociais e situações de pobreza são vividas em solidão, agravando a sua saúde física e psicológica, já muito abalada”, alertou ainda o secretário-geral.

Lusa

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