Siga-nos nas redes sociais

Autárquicas 2021

Fernando Ruas candidata-se à Câmara de Aljustrel pela CDU

Fernando Ruas, 48 anos, eleito na Assembleia de Freguesia de Messejana entre 2005 e 2009 e na Assembleia Municipal de Aljustrel de 2009 a 2013, professor, Diretor do Agrupamento de Escolas de Aljustrel, é candidato à Câmara Municipal de Aljustrel apoiado pela CDU.

Ana Melo Cano

Autárquicas 2021

Autárquicas: 63% dos concelhos com pelo menos uma candidata à liderança da câmara municipal

Cerca de 63% dos 308 concelhos de Portugal têm pelo menos uma mulher como candidata à presidência de uma câmara nas autárquicas de domingo, com Braga a registar cinco candidaturas.

Segundo um levantamento da agência Lusa, 194 concelhos têm candidatas como cabeças de lista, o que representa 62,9% dos 308 municípios do país. São 114 os concelhos sem qualquer mulher candidata à presidência da câmara.

O concelho com mais mulheres candidatas à presidência de câmara é Braga, com cinco, seguido de Lisboa e Santa Maria da Feira, com quatro, e de 14 municípios com três mulheres na liderança de listas: Almada, Cantanhede, Marco de Canaveses, Amadora, Figueira de Castelo Rodrigo, Miranda do Douro, Arouca, Mafra, Ponta do Sol, Póvoa de Varzim, Ribeira Grande, Santana, Viana do Castelo e Vila Verde.

Do total de 1.541 candidaturas à liderança das autarquias, 287 são encabeçadas por mulheres, ou seja, 18,6%.

Analisando apenas os movimentos independentes, 10 mulheres lideram listas num total de 83 candidaturas.

Em 2017, foram eleitas 32 mulheres como presidentes de câmara, pouco mais de 10% do total de líderes de executivos municipais escolhidos em 01 de outubro desse ano.

Nos distritos de Faro, Porto e Santarém foram escolhidas para presidente de câmara quatro mulheres em cada, enquanto em Beja, Braga, Castelo Branco, Guarda, Viana do Castelo, Viseu e Vila Real não houve qualquer vitória feminina.

As eleições autárquicas realizam-se no domingo, estando inscritos para votar 9.323.688 cidadãos.

Cada eleitor recebe três boletins de voto, um dos quais para eleger o executivo de cada uma das câmaras municipais, outro para cada assembleia municipal e um terceiro para a eleição das assembleias de freguesia.

Em Portugal, há 308 municípios (278 no continente, 19 nos Açores e 11 na Madeira) e 3.092 freguesias (2.882 no continente, 156 nos Açores e 54 na Madeira).

Lusa

Continuar a ler

Portugal

Jerónimo acusa PS de usar aparelho do Estado para conquistar votos

 O secretário-geral do PCP acusou hoje o PS de estar a utilizar o aparelho do Estado, nomeadamente a “bazuca europeia”, para conquistar votos nas eleições autárquicas, e exigiu que seja garantida a neutralidade dos órgãos de poder.

Em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, um dos principais bastiões da CDU, Jerónimo de Sousa fez a mais dura acusação ao PS e ao Governo desta campanha eleitoral. Para o dirigente comunista, entre o Governo e o PS já não é possível distinguir quem é quem.

Esta postura do PS, sustentou, é um total desrespeito pelas eleições autárquicas e “um abuso daquilo que são os meios do Estado”.

“O respeito pelas eleições e a vontade dos eleitores exige que seja garantida a neutralidade e imparcialidade dos órgãos de poder. As eleições são para as autarquias locais, para as câmaras e assembleia municipais, e para as freguesias. Deixem a população decidir com independência, não metam recursos públicos e o aparelho do Estado naquilo que não deve ser metido”, exigiu o secretário-geral do PCP, enquanto discursava durante uma das mais efusivas ações da campanha autárquica da CDU.

Jerónimo de Sousa fez uma distinção entre a CDU e os socialistas, “no Governo e no concelho”, considerando que os eleitos da coligação “não agitam os milhões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para levar ao engodo dos eleitores”.

Para o membro do Comité Central do PCP também é mais cada vez mais diluída a diferença entre o Governo liderado por António Costa, e os executivos de PSD e CDS-PP.

“À medida que a campanha se desenvolve, tem aumentado a arrogância do PS, com afirmações sobranceiras, num estilo que, por vezes, se aproxima dos tiques de má memória do PSD e CDS no Governo”, sustentou.

O problema é adensado quando os candidatos socialistas utilizam o PRR com finalidades eleitoralistas, considerou.

“É inaceitável essa mistura entre aparelho do Estado e aparelho partidário, em que candidatos do PS fazem anúncios de medidas ou decisões que o Governo se prepara para concretizar”, advertiu.

Jerónimo referiu ainda “o uso por parte dos candidatos do PS que exercem cargos de direção em centros de emprego e formação profissional, serviços de segurança social e outros, para prometer apoios, empregos e o que demais possa condicionar a livre opção dos eleitores”, considerando tal conduta “inaceitável”.

Lusa

Continuar a ler

Autárquicas 2021

Em Alcácer houve beijos e abraços e Jerónimo ouviu sobre “aberrações” e “circos”

O secretário-geral comunista acabou o dia de segunda-feira em Alcácer do Sal, território da CDU, aprendeu sobre a “aberração” da agregação das freguesias daquele concelho, o “circo” feito pela oposição e ainda houve tempo para beijos e abraços.

Depois do bastião da CDU Santiago do Cacém, durante a tarde, Jerónimo de Sousa encerrou a campanha autárquica de segunda-feira em Alcácer do Sal, o segundo maior concelho do país em superfície.

A autarquia foi socialista durante oito anos, mas em 2013 a CDU recuperou-a. Há quatro anos, a coligação PCP/PEV voltou a vencer, desta vez por apenas 349 votos, de acordo com a informação disponibilizada pelo Ministério da Administração Interna.

No discurso do dirigente comunista o alvo das críticas foi o Governo, com promessas de que a CDU não seria “caixa de ressonância” do executivo PS e ainda um apelo para redobrar esforços nos momentos finais da batalha eleitoral.

Contudo, o diagnóstico do concelho chegou pelo presidente da União das Freguesias de Alcácer do Sal e Santa Susana e recandidato ao cargo, Arlindo Passos, que falou da questão da reposição das freguesias, que não aconteceu, disse, pela falta de vontade do PS na anterior legislatura.

Em 2013, as freguesias de Santa Maria do Castelo, Santiago e Santa Susana agregaram-se para criar uma freguesia única, com 916 quilómetros quadrados, a “maior aberração” feita no país naquele ano, sustentou Arlindo Passos.

A extensão da freguesia “é superior à ilha da Madeira, mas a ilha da Madeira tem dez municípios e 53 freguesias, esta é a grande diferença”, acrescentou o autarca, salientando que “é mais fácil ir a Lisboa e regressar” do que percorrer as 21 localidades da freguesia de que é presidente.

Considerando que esta situação é incomportável – a temática da agregação de freguesias é um dos pontos recorrentes nos discursos do secretário-geral do PCP -, o autarca referiu que, uma vez que teve de implementar essa medida, também queria ser o “desinstalador”. Mas isso, acrescentou, só é possível com vontade do PS.

Já sobre a oposição, particularmente, dos socialistas, Arlindo Passos descreveu-a de um modo jocoso.

“A campanha da oposição que está a feita hoje em dia, quero pedir desculpa aos circos, mas isto parece-me mais um circo e uma palhaçada o que eles andam aí a fazer”, sustentou, justificando com o que disse ser a falta de programa eleitoral e propostas concretas.

No final do comício, um grupo de pessoas com t-shirts azuis em apoio à CDU rodeou Jerónimo de Sousa para uma fotografia. Depois o secretário-geral comunista foi surpreendido com pedidos de abraços e beijos, a que acedeu, visivelmente contente.

Um e outro beijo, sempre de máscara, um aperto de mão e um abraço na pessoa seguinte. O curto caminho até ao carro foi atrasado pelo grupo que continuou em volta do dirigente do PCP. Quando entrou, algumas pessoas acenaram-lhe.

A Coligação Democrática Unitária (CDU) – composta pelo Partido Comunista Português (PCP), pelo Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) e pela Associação Intervenção Democrática – concorre a 305 câmaras nas eleições autárquicas de domingo.

Há quatro anos perdeu nove municípios para os socialistas e contabilizou o pior resultado em eleições autárquicas.

Lusa

Continuar a ler

Portugal

Autárquicas: Jerónimo diz que PRR é insuficiente para problemas de habitação que o país tem

 O secretário-geral do PCP defendeu hoje que o que está previsto para a habitação no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) é insuficiente para responder a este flagelo, enquanto o Governo está a “sacudir a água do capote”.

O primeiro ataque do dia tinha sido dedicado ao que Jerónimo de Sousa considerou ser a complacência do Governo com os grandes grupos económicos. Agora esteve a habitação ‘na mira’ e, mais uma vez, a “bazuca europeia”.

“A habitação é um problema sério a requerer investimento do Estado e a intervenção das autarquias”, advogou, enquanto discursava durante uma iniciativa autárquica da CDU na antiga freguesia da Pontinha, em Odivelas, distrito de Lisboa.

Contudo, na opinião do dirigente comunista, este problema está a ser utilizado “demagogicamente como trunfo eleitoral pelo PS e o seu Governo, prometendo mundos e fundos em nome de um PRR que para a habitação não tem, e o Governo sabe que não tem, os montantes financeiros para corresponder por inteiro à dimensão da carência”.

A postura do Governo para com as autarquias, acrescentou, também é censurável, já que o executivo socialista critica, mas deixa os municípios de mãos atadas.

“É escusado o Governo andar por aí a acusar gratuitamente as autarquias de não aplicarem as verbas do PRR dirigidas à habitação, quando ainda nem definiu as verbas disponíveis para a estratégias locais de habitação, já aprovadas, nem sequer o dinheiro está disponível para ser aplicado”, sustentou.

Por isso, “pede-se mais seriedade” aos socialistas que, enquanto “agitam as responsabilidades de outros para sacudir a água do capote, a verdade é que o dinheiro que há e podia ser gasto está inscrito no Orçamento do Estado em vigor”.

Jerónimo de Sousa acrescentou que há 100 milhões de euros do programa “Primeiro Direito” que “continuam por gastar quase na sua totalidade”.

A segunda ação da campanha autárquica da CDU, a exatamente uma semana das eleições, decorreu no concelho de Odivelas, um dos mais recentes do país – apenas foi elevado a esta condição em 1998 – e onde a CDU tinha quatro vereadores, mas está agora com metade.

Lusa

Continuar a ler

Ultimas do Alentejo

Publicidade

Siga-nos no Facebook

ÚLTIMAS 48 HORAS