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Agricultura

Fenareg quer reforço do financiamento em regadio

A Federação Nacional dos Regantes (Fenareg) defendeu hoje que a verba destinada à agricultura e regadio, no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), é insuficiente, apelado à prioridade em investimentos como a criação de barragens.

“A Federação Nacional de Regantes considera insuficiente a verba destinada à agricultura e ao regadio no Plano Nacional de Recuperação e Resiliência (PRR), cuja consulta pública terminou ontem [segunda-feira]”, apontou, em comunicado, a Fenareg.

No documento, a federação defendeu que a barragem do Alvito/Ocresa, no Tejo, assim como os planos de eficiência hídrica no Alentejo devem ser incluídos no plano, à semelhança dos incentivos à instalação de energias renováveis nas explorações agrícolas.

Para os regantes, os fundos do PRR devem ainda contribuir para aumentar a capacidade de armazenamento de água e eficiência no uso da energia.

“Como resultado das alterações climáticas, prevê-se uma redução significativa das afluências médias anuais e Portugal tem capacidade para reter apenas 20% da água disponível, o que representa um grave problema para o abastecimento de água e às populações”, sublinhou.

Neste sentido, segundo a Fenareg, deve ser dada prioridade ao investimento “em altear algumas barragens, construir novas barragens nas bacias hidrográficas mais carenciadas e criar ligações hidráulicas para transferência de água para as bacias mais carenciadas”.

Outra das prioridades identificadas pelos regantes é a sustentabilidade energética do regadio, devendo assim, conforme defendeu a federação, o PRR conter verbas para incentivo à instalação de renováveis nas explorações com instalações de rega e nos aproveitamentos hidroagrícolas.

“Recorde-se que, de acordo com a versão do PRR submetida a consulta pública, o investimento direto no regadio representa apenas 1,3% (188 milhões de euros) dos apoios que Portugal vai receber de Bruxelas, um total de 13.944 milhões de euros em subvenções. O investimento em regadio previsto pelo Governo cinge-se ao Plano de Eficiência Hídrica do Algarve e da Madeira e à construção do aproveitamento hidroagrícola do Pisão/Crato”, notou.

Fundada em 2005, a Fenareg conta com 30 associados que representam mais de 27 mil agricultores regantes, ou seja, 95% do regadio organizado.

O PRR tem um período de execução até 2026 e prevê um conjunto de reformas e investimentos para alavancar o crescimento económico.

Lusa

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