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Desporto

Europeus atletismo: Inevitável esperar medalhas, com Pichardo e Dongmo

Três dos atletas portugueses que vão competir de quinta-feira a domingo nos Europeus de atletismo estão no ‘top-3’ do ano nas suas especialidades, o que torna ‘inevitável’ esperar a conquista de medalhas na cidade polaca de Torun.

Auriol Dongmo chega à Polónia como a líder mundial do lançamento do peso, Pedro Pichardo é claramente o primeiro europeu no triplo salto e Patrícia Mamona, novamente em boa forma, é terceira no ‘ranking’ do triplo feminino.

A seleção lusa, segunda mais vasta de sempre, com os 16 elementos que viajaram para Torun, conta ainda, entre outros, com Francisco Belo (oitavo entre os inscritos no peso e quarto classificado há dois anos), Marta Pen (12.º nos 1.500 metros), Ricardo Santos (14.º nos 400 metros) e Carlos Nascimento (15.º nos 60 metros).

A 36ª edição dos Europeus tem inscritos 733 atletas (405 masculinos, 328 femininos) de 47 países, destacando-se a ausência da Rússia, que em condições normais seria um dos ‘açambarcadores’ de medalhas.

A nível individual, a grande ausente é a sérvia Ivana Spanovic, campeã mundial (2018) e tricampeã europeia (2015, 2017 e 2019) no comprimento na pista coberta. Lesionada nos tendões da coxa, já esta semana, em treino, deixa o título sem defesa em Torun. Spanovic tinha regressado à competição em janeiro, após uma paragem de 16 meses, devido a uma lesão no metatarso.

Dezasseis campeões de há dois anos, em Glasgow, estarão em pista, entre os quais o polaco Marcin Lewandowski, que tentará o seu quarto título, nos 1.500 e 3.000 metros, ele que já foi também campeão em 800 metros.

Estarão na pista nove atletas que lideram as listas mundiais do ano, entre os quais Auriol Dongmo (peso) – os outros são a holandesa Nadine Visser (60 metros barreiras), a ucraniana Yaroslava Mahuchikh (altura), a italiana Larissa Iapichino (comprimento), a grega Paraskevi Papahristou (triplo), a belga Noor Vidts (pentatlo), o norueguês Jakob Ingebrigtsen (1.500 metros), o italiano Gianmarco Tamberi (altura) e o sueco Armand Duplantis (vara).

Ainda muito jovens, Duplantis, que é recordista mundial, e Jakob Ingebrigtsen, recordista europeu, ambos já com vários títulos absolutos, também ao ar livre, estarão por certo entre as grandes figuras em Torun.

Sem surpresas, pelo que fizeram em 2019 e 2020, Auriol Dongmo e Pedro Pichardo são os grandes favoritos nas suas provas.

Dongmo, de 30 anos, camaronesa de origem e naturalizada portuguesa há dois, chega finalmente a uma grande competição com a camisola lusa. A finalista olímpica em 2016 (ainda pelos Camarões) tem um recente recorde nacional de 19,65 metros – marca que lhe dá a liderança mundial absoluta, a par da neozelandesa Valerie Adams, que conseguiu o registo ao ar livre.

A segunda europeia do ano, e principal adversária, é a alemã Christina Schwanitz, de 35 anos, que tem como melhor esta época 19,11 e tem como recorde pessoal 20,05 – mas já em 2014. A terceira é a holandesa Fanny Roos, com 18,85.

Quanto a Pichardo, nascido em Cuba e português desde 2018, saltou nos campeonatos de Portugal 17,36 metros e aproximou-se do recorde de Nelson Évora, atleta que prescindiu da época de inverno para se concentrar na preparação olímpica.

O segundo da lista é o francês Melvin Raffin, com 17,09 (17,20 como recorde pessoal), o terceiro o alemão Max Hess, antigo campeão europeu, com 17,00 esta época, mas com 17,52 como recorde pessoal.

Patrícia Mamona, já por duas vezes campeã continental, lutará também por um lugar no pódio e terá como principais adversárias a grega Paraskevi Papahristou (14,60 como recorde pessoal, este ano) e a bielorussa Viyaleta Skvartsova (14,39). A portuguesa chegou aos 14,21 no ‘meeting’ de Roma.

Em Glasgow, há dois anos, quando Nelson Évora foi campeão e Mamona quarta, Franciso Belo surpreendeu, com o seu quarto lugar no peso e aponta para chegar mais uma vez a um lugar entre os oito primeiros.

Já Ricardo Santos, estreante, e Carlos Nascimento, que há dois anos foi 13.º, no cômputo geral, ambicionam passar a primeira de três rondas, ‘sonhando’ com uma eventual final.

Em relação ao resto da delegação lusa, merece nota o ‘regresso’ do meio-fundo, setor que ainda é historicamente responsável pela maioria de atletas e de medalhas de edições anteriores.

É preciso recuar a 2002 para se encontrar o mesmo número de seis inscritos para as provas de 1.500 e 3.000 metros, sendo que muitos agora são bastante jovens, competindo habitualmente no escalão de sub-23. Marta Pen é a que tem mais ‘traquejo’, estreiam-se a este nível Mariana Machado (já com excelentes resultados em ‘cross’), Isaac Nader, Nuno Pereira, José Carlos Pinto e Samuel Barata.

A seleção é das mais equilibradas dos últimos 20 anos, em termos de setores, com seis atletas de meio-fundo, quatro nos concursos e seis na velocidade.

Ricardo Santos e Carlos Nascimento são os nomes mais ‘interessantes’ para a velocidade, entre os lusos, mas também estarão em Torun Lorene Bazolo e Rosalina Santos, nos 60 metros, e Cátia Azevedo e Mauro Pereira, nos 400 metros.

Lista dos atletas portugueses, indicando-se o número de concorrentes inscritos nas suas provas e a posição que ocupam com base nas melhores marcas da época:

PROVA INSCRITOS ATLETA MARCA RANKING ANO

– Masculinos

60 m 71 Carlos Nascimento 6,63 15.º

400 m 55 Ricardo Santos 46,64 14.º

Mauro Pereira 47,48 44.º

1500 m 56 Isaac Nader 3.41,86 34.º

Nuno Pereira 3.42,10 36.º

José Carlos Pinto 3.42,71 39.º

3000 m 40 Samuel Barata 7.57,63 33.º

Triplo 14 Pedro Pichardo 17,36 1.º

Peso 16 Francisco Belo 20,56 8.º

– Femininos

60 m 44 Rosalina Santos 7,30 23.ª

Lorène Bazolo 7,35 32.ª

400 m 42 Cátia Azevedo 53,69 41.ª

1500 m 28 Marta Pen 4.11,82 12.ª

3000 m 29 Mariana Machado 9.09,09 26.ª

Triplo 16 Patrícia Mamona 14,21 3.ª

Peso 17 Auriol Dongmo 19,65 1.ª

Lusa

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