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Sociedade

Desempenho da Internet móvel na região Centro é pior nas áreas rurais

Os serviços de navegação na Internet móvel na região Centro registam “piores desempenhos nas áreas predominantemente rurais”, o mesmo acontecendo com o serviço de voz, de acordo com o estudo do regulador Anacom hoje divulgado.

Esta informação consta do estudo da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) de avaliação do desempenho de serviços móveis de voz e dados e da cobertura GSM (2G ou segunda geração), UMTS (3G) e LTE (4G) disponibilizados pela Meo (Altice Portugal), NOS e Vodafone Portugal no Centro do país.

Neste quinto estudo, “os sistemas de comunicações móveis dos operadores analisados apresentam, em média, boa cobertura rádio GSM e adequada cobertura rádio UMTS e LTE, embora se observem desempenhos diferenciados entre as tipologias de áreas urbanas, com piores desempenhos nas áreas predominantemente rurais”, refere o regulador.

O estudo refere que, entre os operadores, “a Vodafone, que regista o melhor desempenho na maioria dos indicadores analisados no estudo”, tem “um pior desempenho em GSM, enquanto a Meo e a NOS apresentam piores desempenhos em UMTS e em LTE”, adianta o estudo.

“O serviço de voz apresenta bom desempenho global, embora com algumas diferenças entre os operadores e as tipologias de áreas urbanas”, destacando-se “a fraca capacidade de estabelecimento de chamadas registada pela NOS e a degradação significativa do desempenho deste serviço nas áreas predominantemente rurais, nomeadamente no que toca às capacidades de estabelecimento e de retenção de chamadas”, lê-se no documento.

No que respeita o indicador acessibilidade de serviço (de voz), na região Centro “os operadores Vodafone e Meo registam níveis de sucesso no estabelecimento de chamadas de voz iguais ou superiores a 96%, com diferenças estatisticamente significativas para o operador NOS”, que registou um nível de 92,5%.

“Entre tipologias de áreas urbanas, observa-se uma degradação acentuada deste indicador [acessibilidade de serviço] nas áreas predominantemente rurais, onde se regista um nível de 88,7%, com diferenças estatisticamente significativas para as áreas predominantemente ou mediamente urbanas, onde se registaram níveis superiores a 96% neste indicador”, refere o estudo.

No que toca aos serviços de dados (Internet), em termos de transferência de ficheiros, “regista-se bom desempenho global, com algumas diferenças de desempenho entre os operadores e, de forma mais acentuada, entre as tipologias de áreas urbanas”.

A capacidade de estabelecer e de reter sessões de transferência de ficheiros e velocidade de transferência de dados (‘download’ e ‘upload’) “apresentam uma acentuada degradação nas áreas predominantemente rurais”, salienta o estudo.

No que respeita aos operadores, a NOS, em ‘download’, e a Meo e NOS, em ‘upload’, “registam as piores velocidades de transferência de dados”, conclui o estudo, apontando que este indicador “apresenta variabilidade muito elevada, observando-se valores máximos de cerca de 232 Mbps e 61 Mbps, respetivamente em ‘download’ e ‘upload’, e mínimos de 0,012 Mbps” em ambos os casos, “que dificultam ou impossibilitam a transmissão de dados em condições adequadas”.

Nos serviços de navegação na Internet e YouTube ‘video streaming’, “e também a latência de transmissão de dados, apresentam desempenhos inferiores, face à transferência de ficheiros, observando-se também algumas diferenças entre os operadores e, de forma mais acentuada, entre as tipologias de áreas urbanas”.

Mais uma vez, de “uma forma geral, registam-se piores desempenhos nas áreas predominantemente rurais”, conclui o estudo.

A avaliação do desempenho de serviços móveis de voz e dados realizado pela Anacom decorreu entre 04 e 18 de dezembro de 2020, “tendo sido realizadas 993 chamadas de voz, 6.630 sessões de dados e 591.871 medições de sinal rádio, correspondendo a aproximadamente 331 chamadas de voz, 368 sessões de dados e 65.763 medições de sinal rádio, por indicador e operador”.

Ao todo, foram percorridos 344 quilómetros em testes.

A região Centro abrange 100 municípios e mais de dois milhões de habitantes.

“Salienta-se que a leitura dos resultados deve atender à natureza dinâmica e à evolução permanente dos sistemas de comunicações móveis”, sublinha o regulador.

Este é o quinto estudo do género, depois do Algarve, Alentejo, Norte e Área Metropolitana de Lisboa.

Lusa

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