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Política

Chega exige a Costa que “peça desculpa”, PM defende áreas sob tutela do MAI

O deputado único do Chega exigiu hoje ao primeiro-ministro que peça desculpa aos portugueses, com António Costa a acusar André Ventura de “absoluto desconhecimento” da realidade e a defender os números na área da segurança interna e dos incêndios.

Na primeira ronda de perguntas ao primeiro-ministro, no debate do estado da nação no parlamento, a última discussão política da sessão legislativa, Ventura centrou muitos dos ataques no ministro da Administração Interna, dizendo que Eduardo Cabrita estava hoje “tão fora da bancada que quase está nas escadas à espera que alguém lhe tire o lugar”.

“Não deixa de ser lamentável que o primeiro-ministro venha a esta casa dizer que está tudo bem neste país e a líder parlamentar do PS a bater palmas. O país deve estar atónito com o que está a fazer, devia estar a pedir desculpas por ter falhado na missão de proteger os portugueses e a economia”, desafiou.

O líder do Chega criticou o ministro Eduardo Cabrita pelo valor do subsídio de risco, 80 euros, para as forças de segurança “depois de vinte anos de luta” e invocou incidentes recentes em Reguengos de Monsaraz para desafiar António Costa a dizer “que há hoje um problema com a comunidade cigana” (que não teve resposta).

“Todos lhe pedem que este homem deixe de ser ministro da Administração Interna. Eu sei que lhe dá jeito, porque enquanto atacam o MAI ou a ministra da Justiça, o senhor primeiro-ministro foge como um para-raios aos ataques de que está a ser alvo”, afirmou.

António Costa aproveitou esta frase para acusar André Ventura de desconhecimento: “Nunca vi um para-raios a fugir, percebemos assim a sua adesão à realidade”, ironizou.

“Eu sei que o senhor deputado preferiria que geríssemos esta crise como o PSD geriu a anterior e o senhor era militante do PSD. Se há alguém que tem de pedir desculpas é Vossa Excelência pelo absoluto desconhecimento do que diz”, criticou.

O primeiro-ministro, sem se referir diretamente a Eduardo Cabrita, fez questão de trazer ao debate com o líder do Chega alguns números sobre áreas tuteladas pelo MAI.

“Em matéria de segurança, Portugal era em 2015 o 11.º país mais seguro do mundo, hoje é o quarto”, afirmou, exaltando também os dados dos últimos Relatórios Anuais de Segurança Interna.

Sobre incêndios, Costa referiu que, nos últimos três anos, a redução da área ardida e de fogos foi “a maior da última década”.

Lusa

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