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Alentejo

Centro de Ciência da Água em Beja ajuda a manter água não faturada abaixo de 20%

O projeto Centro de Ciência da Água vai ajudar a manter o indicador da água não faturada abaixo dos 20% em Beja, disse hoje à Lusa o administrador da Empresa Municipal de Água e Saneamento (EMAS).

Trata-se de um projeto que irá dar “uma resposta integrada na deteção de fugas de água”, explicou Rui Marreiros, ao mesmo tempo que “permitirá dinamizar uma importante componente de educação e sensibilização ambiental”.

O município de Beja cumpriu, em 2020, o objetivo de ficar abaixo de 20% (19,8%) no indicador de água não faturada (ANF), que é o “usado pela entidade reguladora para medir a eficiência dos sistemas das entidades gestoras”, lembrou o administrador executivo da EMAS.

O valor posiciona a empresa municipal como “uma referência do setor”, em comparação com a média nacional, que ronda os 30%, e as médias da região e do distrito de Beja, “ambas a ultrapassar os 40%”.

“O que destacou o projeto Centro de Ciência da Água foi ter um efeito demonstrador, em termos práticos. Para além dos trabalhos que temos feito, de sensibilização ambiental, aqui acrescentamos o efeito demonstrador do que são os equipamentos reais e o seu potencial”, explicou o administrador executivo da EMAS.

O Centro de Ciência da Água é composto por “um veículo principal, todo-o-terreno, com dimensão suficiente para poder transportar um conjunto de equipamentos” de deteção de fugas de água, que a autarquia já detinha, além de outros adquiridos no âmbito do projeto.

Depois, esse mesmo veículo “reboca uma unidade móvel de maiores dimensões, que está preparada para ações de sensibilização e educação ambiental”, descreveu Rui Marreiros.

Além de permitir, numa primeira fase, funcionar como centro das emissões online de sensibilização ambiental, a unidade servirá, posteriormente, para as ações no terreno, junto dos agrupamentos de escolas do concelho, mas também na comunidade.

As “primeiras aproximações” no terreno estão previstas para o “início de junho”, mas tudo vai depender “da evolução da situação pandémica”.

“Esta é uma das vertentes do projeto. Na verdade, o que pretendemos é, depois, potenciar o que já vínhamos a fazer e abordar outras temáticas. Temos trabalhado muito no consumo seguro da água da torneira, nas alterações climáticas, na missão plástico zero. Tudo isso são temas que abordamos”, exemplificou o administrador.

O projeto Centro de Ciência da Água teve um custo “no valor de 90 mil euros” e financiamento integral da Agência Portuguesa do Ambiente, em linha com os objetivos do Fundo Ambiental, que tem como finalidade apoiar políticas ambientais para a prossecução de objetivos de desenvolvimento sustentável”, refere uma nota de imprensa enviada à Lusa.

Além disso, contribui para “o cumprimento dos objetivos e compromissos nacionais e internacionais”, nomeadamente os relacionados com “alterações climáticas, recursos hídricos, resíduos, conservação da natureza e biodiversidade”.

Lusa

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