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Alentejo

Censos2021: Perda de quase 12 mil habitantes no Baixo Alentejo

O Baixo Alentejo perdeu quase 12 mil habitantes nos últimos 10 anos, com Barrancos a encabeçar esta descida, em termos percentuais, sendo mesmo o município nacional com maior quebra, segundo os resultados preliminares dos Censos 2021.

Na análise da agência Lusa aos dados preliminares dos Censos 2021, divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), verifica-se que a sub-região do Baixo Alentejo tinha este ano 114.887 habitantes (58.628 mulheres e 56.259 homens).

Face aos anteriores Censos de 2011, quando a Unidade Territorial para Fins Estatísticos (NUT) de nível III do Baixo Alentejo tinha 126.692 residentes, é possível constatar que há menos 11.805 indivíduos, o que traduz uma descida populacional de 9,3%.

Nesta NUT III, que para fins estatísticos apenas integra 13 dos 14 concelhos do distrito de Beja – fica de fora Odemira, que pertence à NUT III do Alentejo Litoral -, todos os municípios perderam habitantes.

O de Barrancos, o concelho menos populoso do distrito (tem agora 1.435 moradores, face aos 1.834 de 2011), é aquele que regista a maior perda populacional em termos relativos (-21,8%), não só do Baixo Alentejo, mas de todo o país.

A seguir, surgem os concelhos de Mértola (-14,7%), Vidigueira (-12,7%), Moura (-12,5%) e Serpa (-11,9%), enquanto do lado dos municípios com perdas menos expressivas estão Aljustrel (-4,1%), Castro Verde (-5,5%), Beja (-6,8%) ou Ferreira do Alentejo (-7,0%).

Apesar de ser um dos concelhos com menor perda populacional em percentagem no distrito, Beja é a segunda capital de distrito do país com maior quebra (Portalegre lidera essa lista, com 10,3%).

Já em termos absolutos, esta capital de distrito alentejana passou de 35.854 para 33.401 habitantes, em 10 anos, pelo que perdeu 2.453 pessoas.

O concelho mais populoso do Baixo Alentejo é Beja, surgindo depois Serpa (13.768) e Moura (13.267), sendo que, no espetro oposto, além de Barrancos, estão Alvito (2.276), Cuba (4.374) ou Ourique (4.842).

Em Portugal, nos últimos 10 anos, o Alentejo foi a NUT de nível II com a quebra mais expressiva de população (-6,9%), de acordo com os resultados preliminares dos Censos 2021.

Esta descida diz respeito aos 47 concelhos alentejanos e aos 11 da Lezíria do Tejo – que são contabilizados na NUT II do Alentejo para efeitos estatísticos -, onde residem agora 704.934 pessoas, em termos absolutos.

Em relação só aos 47 concelhos alentejanos e excluindo a Lezíria do Tejo, a quebra populacional na região é ainda mais elevada, com menos 8,1% de habitantes, sendo o território habitado por 468.802 indivíduos, em 2021.

Portugal tem hoje 10.347.892 residentes, menos 214.286 do que em 2011, segundos os resultados preliminares dos Censos 2021.

A fase de recolha dos Censos 2021 decorreu entre 05 de abril e 31 de maio e os dados referem-se à data do momento censitário, dia 19 de abril.

Lusa

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