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Sociedade

CDU ameaça impugnar constituição dos executivos de duas freguesias em Évora

 A CDU manifestou hoje a intenção de impugnar a constituição dos executivos das duas maiores uniões de freguesias do concelho de Évora, liderados pelo PS, acusando os socialistas de tentarem “alterar os resultados eleitorais”.

Em causa, segundo um comunicado da Coordenadora da CDU de Évora, estão os novos executivos das uniões das freguesias de Malagueira e Horta das Figueiras e do Bacelo e Senhora da Saúde, constituídos na sequência das autárquicas de 26 de setembro.

“O PS, com a conivência de eleitos de outras forças políticas, impôs a constituição das novas juntas de freguesia com cinco membros do PS, quando os resultados eleitorais apenas lhe deram quatro eleitos”, argumentou a coligação liderada pelo PCP.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Concelhia de Évora do PS, Jerónimo José, disse não entender a suposta ilegalidade, adiantando que os socialistas tentaram que as restantes forças políticas eleitas “fizessem parte” dos executivos.

“Todos se manifestaram indisponíveis”, pelo que o PS propôs às respetivas assembleias de freguesias “o método uninominal” para a eleição dos executivos, o que, em ambos os casos, “foi aceite por todas as forças políticas”, adiantou.

De acordo com o líder do PS de Évora, que integrou a lista do partido à câmara municipal nestas eleições autárquicas, os socialistas “utilizaram os mecanismos que a lei prevê”, face à “intransigência” dos outros partidos em integrarem os executivos.

Já a CDU considerou que o PS cometeu “um atentado à democracia e de subversão do voto popular e da proporcionalidade”, pois, nas eleições, tinha obtido, em cada uma destas autarquias, “quatro mandatos, ficando, assim, em minoria”.

“Estamos perante uma adulteração dos resultados eleitorais, com o acréscimo de mais um membro do PS que não foi eleito, em cada uma das uniões de freguesia”, frisou, acusando os socialistas da autoria de um “gravíssimo atentado à democracia”.

A coligação liderada pelo PCP assinalou que “não inviabilizará a formação de executivos daquelas uniões de freguesias em que o PS foi a força mais votada”, mas frisou que não aceitará “o ilusionismo de transformar quatro mandatos eleitos em cinco”.

Considerando que “deve existir diálogo” para criar “soluções e consensos alargados”, a CDU disse esperar que “o bom senso impere e a democracia seja reposta” para que “o voto popular seja respeitado”.

Nas eleições autárquicas de 26 de setembro, o PS ganhou, com maioria relativa, as uniões das freguesias de Malagueira e Horta das Figueiras e do Bacelo e Senhora da Saúde, que são as que têm mais eleitores do concelho de Évora.

Já a CDU venceu, também com maioria relativa, a câmara municipal, cujo novo executivo é composto por dois eleitos da CDU, dois do PS, dois da coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM e um da coligação Nós, Cidadãos!/RIR.

Lusa

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