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Agricultura

Aumento de produção de cereais? “É uma boa notícia”

Marcelo Rebelo de Sousa marcou presença na 58º edição da Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, em declarações aos jornalistas, convidado a comentar as afirmações da ministra da agricultura, proferidas horas antes, referentes à estratégia que Portugal adotou para mais do que duplicar a produção nacional de cereais consumida pelos portugueses.

O Chefe de Estado considerou este sábado que o aumento da produção nacional de cereais é uma ” boa notícia”.

O Presidente da República avançou ainda que “durante muito tempo”, os cereais deixaram de constituir um assunto não só em Portugal, como noutros países.

“E agora neste novo ciclo, volta a falar-se e bem nos cereais e nós percebemos porquê”, afirmou fazendo referência à atual situação de tensão na Ucrânia, provocada pela invasão russa.

Marcelo Rebelo de Sousa considera que os cereais são uma ” potencialidade a explorar”, sendo que existem ” condições para isso”, uma vez que a “situação no contexto envolvente que convida a isso”.

“Portanto, é uma boa notícia essa aposta do Governo e aposta dos agricultores – tem de ser em conjunto – naquilo que foi em vários momentos da nossa história um fator de riqueza nacional ” frisou. 

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Portugal

CNA : “Gasóleo agrícola aumenta e agricultura nacional não aguenta !”

Esta quarta-feira, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) afirmou que regular o preços dos combustíveis, diminuir o aumento dos custos de produção e garantir o escoamento da mesma ” a preços justos”, são medidas urgentes e necessárias para assegurar a sobrevivência das explorações agrícolas.

“Num contexto de crises frequentes, como a pandemia, a seca ou a guerra, com impactos na produção e na alimentação, tem de ser prioridade do Governo a adoção de políticas públicas que viabilizem a existência de muitas e prósperas explorações agrícolas familiares, enquanto garantia de soberania alimentar do país”, pode ler-se em comunicado na página da Confederação.

De acordo com a CNA , começar a semana com este aumento do preço do gasóleo agrícola constituiu ” um duro golpe para as explorações agrícolas nacionais” (…) “A média de preços de segunda-feira era de 1,73 euros por litro, o que se traduz num aumento de 13 cêntimos face à semana passada e de 89 cêntimos em comparação com o preço médio de janeiro de 2021”, explica.

A Confederação avança ainda que, “com estes aumentos sucessivos, uma exploração agrícola familiar de média dimensão que no início do ano passado gastaria, por mês, cerca de 3.500 euros em gasóleo, gasta hoje, em média, perto de 7.300 euros, o que representa um acréscimo médio mensal de 3.700 euros”.

No que diz respeito ao atual cenário agrícola em Portugal, a CNA afirma que, “está difícil situação da agricultura nacional não se compadece com a falta de ação por parte do Governo e do Ministério da Agricultura ou com a suposta fatalidade de que o preço dos combustíveis só baixará quando a guerra acabar”.

“É urgente regular o preço dos combustíveis e criar condições para atenuar o aumento dos restantes custos de produção, como rações, fertilizantes, entre outros, que, em muitos casos, mais do que triplicaram no espaço de um ano”, afirma.

No que diz respeito aos custos de produção a CNA explica que, ” um agricultor que no ano passado teve um custo de 2.600 euros em fertilizantes e fitofármacos utilizados num pomar de pouco mais de um hectare de mirtilos tem, este ano, uma conta de perto de 10.000 euros”.

Face ao exposto, a confederação afirma que, mesmo quando os preços pagos aos agricultores são aumentados, continuam “ficam muito abaixo daquilo que seria necessário para fazer face ao brutal aumento dos custos”.

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Sociedade

AFLOSOR promove colóquio – A agricultura no Alentejo e a Interioridade – Asfixia ou imensidão

Antecedendo a VIII Feira Agroflorestal de Ponte de Sor, em pleno Dia da Cidade,8 de junho, o teatro cinema de Ponte de Sor irá acolher o colóquio designado ” A agricultura no Alentejo e a Interioridade – Asfixia ou Imensidão ?”.

Uma iniciativa organizada pela AFLOSOR – Associação de Produtores Agroflorestais da Região de Ponte de Sor, onde serão abordadas questões complexas inerentes à interioridade no Alentejo e o impacto nos sectores agrícola e agroflorestal.

 As diferentes perspetivas pela voz de um painel de oradores de enorme relevância no espectro político e socioeconómico português – António Paula Soares, Henrique Silvestre Ferreira, Cecília Meireles, José Manuel Calado e Hugo Hilário.

Antecedendo à inauguração da VIII Feira Agroflorestal, e sempre em paralelo com as Festas da Cidade, o colóquio tem como objetivo principal debater as complexas questões inerentes à interioridade, com particular foco no Alentejo, nas pessoas e em especial nos que desenvolvem nesta região as suas atividades agrícola e agroflorestal.

Temas como – as perspetivas do agricultor e do gestor agroflorestalo salto do agro para o agroindustriala questão verde; as vulnerabilidades ao impacto de um clima em rápida mudança; o Alto Alentejo, o futuro agrícola e as políticas no interior; entre outros de enorme relevância – serão abordados por um painel de oradores com voz ativa no espectro político e socioeconómico português:

·        António Paula Soares, Empresário Agrícola;

·        Henrique Silvestre Ferreira, Empresário Agrícola e Agroindustrial;

·        Cecília Meireles, Jurista;

·        José Manuel Calado, Diretor Regional de Agricultura do Alentejo;

·        Hugo Hilário, Presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo.

Caberá ao Presidente da AFLOSOR, João Goes e à Vereadora do associativismo, saúde, ambiente e cultura da Câmara Municipal de Ponte de Sor, Alda Falca, as honras da abertura do evento.

Perante o contexto atual, associal considera importantíssimo o debate e a partilha de conhecimentos devidamente fundamentados sobre qualquer um dos temas abordados, apresenta-se como o modelo mais adequado, para desencadear soluções que possam acrescentar valor prático num curto médio prazo, e apontar novos caminhos para o futuro dos diversos sectores impactados.

Pode inscrever-se em : https://coloquioaagriculturanoalentejoeainterioridade.eventbrite.pt

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Agricultura

100 milhões de €uros

Apenas 2.000 ha. (400 ha por concelho) bastariam para produzir cerca de 60 milhões de kilos de fruto, os quais, após transformação, gerariam uma receita aprox. de 100 milhões de €uros.

Esta agro-indústria baseada na transformação do figo-da-índia já existe em muitos paises (Itália, Brasil, México, Estados-Unidos, Colômbia, etc.) .

Mas o nosso figo (devido às características do clima e dos solos), é dos melhores do Mundo e ganharia rapidamente os mercados internacionais.

Da palma e do fruto da Figueira-da-índia produz-se : Óleo, muito valioso (extraído da grainha), Nopal, Puré, Sumos, Doces, Licores, Aguardentes, Gelados, Yogurtes, Pigmentos p/ corantes Alimentares, Rações p/ animais, etc. etc…

Cada ha produz cerca de 30.000 kg de figos, o que proporcionaria ao agricultor uma receita aprox. de 10.000 € / anual. Esta planta a partir do 2º, 3º ano já produz fruto e ao 5º, 6º ano atinge uma produção “cruzeiro”, se considerarmos que esta planta não necessita de rega ou produtos químicos, bastando apenas uma lavoura e uma aplicação de matéria orgânica anualmente, os Agricultores destas regiões tão pobres e com tão poucos recursos económicos, teriam assim, nesta planta, uma boa fonte de rendimento.Já existe uma empresa, sedeada em Faro, que comercializa alguns produtos derivados do figo-da-india, mas que são importados. Recentemente tive uma conversa com o gerente dessa empresa, que manifestou todo o interesse, já no próximo ano, em absorver uma parte dos figos que nestes concelhos já são produzidos.

É lamentável que o poder decisório, muitas vezes, não tenha qualquer visão sobre o aproveitamento das potencialidades económicas existentes nestas regiões desfavorecidas, como neste caso concreto, em que o investimento nem sequer é significativo, se compararmos com os milhões já gastos na plantação de pinheiros e que têm um retorno financeiro muito duvidoso a médio ou longo prazo.

É urgente sensibilizar o poder local e central e a iniciativa privada, para esta riqueza, que não está a ser aproveitada.

Se o ministério da Agricultura em conjunto com o poder local e a iniciativa privada fomentassem esta agro-indústria, ela iria criar largas centenas de postos de trabalho directos e indirectos e um desenvolvimento com sustentabilidade para estas regiões, que vivem actualmente um processo de desertificação acentuada.

Esta agro-indústria, caso fosse implementada, iria criar um pólo de atracção turística, nos meses de Maio e Junho, com o esplendor paisagístico desta planta durante a floração, e nos meses de Agosto e Setembro, por ocasião da apanha do fruto. A Figueira-da-índia esconde ainda outras enormes vantagens: do ponto de vista cinegético, é uma fonte de água, alimento e abrigo para diversas espécies selvagens e na defesa contra fogos e no controlo da erosão dos terrenos e também muito interessante para a apicultura.

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Portugal

Henrique Regalado vence prémio de “Melhor Jovem Agricultor de 2022

Esta terça-feira, na Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, a Conferência direcionada para os Jovens Agricultores, a qual foi assinalada com a entrega do prémio de Melhor Jovem Agricultor deste ano a Henrique Regalado com o seu projeto em Montemor-o-Novo, segundo a nota publicada no site oficial da CAP.

O jovem dedicou o prémio ao seu avô, que fez germinar nele este sonho que agora se tornou realidade. Henrique representa uma geração apaixonada pela agricultura.

O júri do Concurso selecionou cinco finalistas:

  • Gonçalo Madeira
  • António Vasconcelos
  • Henrique Regalado
  • Márcio Meruje
  • Inês Marques Lopes

O projeto do jovem em Montemor-o-Novo já se encontra concluído e em marcha, Henrique Regalado irá representar o país no Concurso de Melhor Jovem Agricultor Europeu, uma iniciativa criada pelo Parlamento Europeu que irá realizar-se em outubro.

Conheça algumas das características do projeto vencedor ‘Hesperus’:

  • Projeto localizado no concelho de Montemor-o-Novo
  • Olival em sebe e amendoal
  • Área total do projeto – 250ha
  • Comercialização através de OP
  • Criação de 5 postos de trabalho permanentes
  • Utilização de tecnologia e boas práticas agrícolas
  • Formado em Engenharia Mecânica – Química Industrial
  • Investimento total do projeto de 4.500.000€
  • Projeto concluído e em produção
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