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Alentejo

Associação Casas Brancas acusa Governo de discriminar turismo em Odemira

A associação Casas Brancas congratulou-se com o levantamento imediato da cerca sanitária em duas freguesias do concelho de Odemira (Beja), mas lamentou que os empresários ligados ao setor do turismo tenham sido “discriminados” pelo primeiro-ministro, António Costa.

“Ficámos tristes por sentir que fomos discriminados porque o primeiro-ministro deslocou-se ao concelho de Odemira para assinar protocolos com associações de agricultores e o turismo não foi convidado a estar presente, nem a exprimir o que representa e quais as preocupações”, criticou Mónica McGill, presidente da rede Casas Brancas.

A cerca sanitária nas freguesias de São Teotónio e Longueira-Almograve, no concelho de Odemira, distrito de Beja, foi levantada às 00:00 de hoje, depois do anúncio feito, na terça-feira, pelo primeiro-ministro, António Costa, numa cerimónia naquela vila.

Falando em “perdas significativas” para os empresários, “que ficaram impedidos de faturar”, Mónica McGill acusa o Governo “de falta de consideração e de respeito” por entender “que Odemira é só o setor da agricultura” quando o “que se espera de um primeiro-ministro é que trate todos por igual”.

A responsável diz que a “cerca sanitária” nas freguesias de São Teotónio e de Longueira-Almograve (Odemira) “já não fazia sentido” e que agora é tempo de “tentar voltar à normalidade” e “retomar a atividade”.

“Há muito trabalho a fazer para pôr a máquina a rolar outra vez. Estamos todos a voltar aos nossos locais de trabalho e às empresas para retomar o mais breve possível”, revelou.

De acordo com Mónica McGill, alguns restaurantes encerrados nas últimas duas semanas “já conseguirão hoje abrir as portas”, embora os alojamentos turísticos tenham “de passar por tudo de novo”.

“Os jardins não foram tratados durante 15 dias e as reservas não foram só canceladas no imediato, quando se decretou a cerca, tiveram um impacto ao longo de todo o mês de maio e algumas até mais para a frente”, frisou.

De acordo com Mónica McGill, o concelho de Odemira contabiliza “940 empresas ligadas ao setor do turismo, entre restauração, alojamentos locais, turismos rurais, empreendimentos turísticos, parques de campismo, restauração e similares”, que trabalham em rede.

A cerca sanitária em duas das 13 freguesias do concelho de Odemira foi decretada pelo Governo em 29 de abril – entrou em vigor no dia seguinte -, devido à elevada incidência de casos de covid-19, sobretudo em trabalhadores do setor agrícola, muitos deles imigrantes.

Quando o Conselho de Ministros decretou a cerca sanitária, o primeiro-ministro sublinhou que “alguma população vive em situações de insalubridade habitacional inadmissível, com hipersobrelotação das habitações”, e relatou situações de “risco enorme para a saúde pública, além de uma violação gritante dos direitos humanos”.

Lusa

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