Açores

Algarve e Açores com índice de transmissibilidade do vírus superior a 1

O Algarve e os Açores apresentam um índice de transmissibilidade (Rt) do SARS-CoV2 superior 1, indicou hoje o INSA, avançando que, entre 01 e 09 de maio, este indicador aumentou de 0,91 para 0,99 no país.

Segundo o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução da curva da epidemia, o Algarve apresenta um Rt – que estima o número de casos secundários de covid-19 resultantes de uma pessoa infetada – de 1,08 e os Açores de 1,04.

No que se refere às restantes regiões, o Alentejo está agora no 1, enquanto as restantes apresentam um Rt inferior a este limite: Norte com 0,92, Centro com 0,93, Lisboa e Vale do Tejo com 0,95 e Madeira com 0,97.

No relatório anterior, divulgado a 7 de maio, todas as regiões do país apresentavam um índice médio de transmissibilidade do novo coronavírus abaixo de 1, que variava entre os 0,81 no Alentejo, o mais baixo, e os 0,97 na Madeira, o mais elevado.

“Desde 01 de maio que se observa um aumento do Rt de 0,91 para os 0,99 a 09 de maio. Este resultado sugere um desacelerar da tendência decrescente da incidência de SARS-CoV-2”, refere o INSA no seu relatório de hoje.

Nesse período, o Rt médio do país foi de 0,95.

Já no que se refere à notificação de novos casos de covid-19, Portugal apresenta uma taxa acumulada de 14 dias entre os 20 e os 59,9 por 100 mil habitantes, adianta ainda o INSA, com todas as regiões a apresentarem valores inferiores ao limite de 120.

O Norte apresenta uma taxa de incidência de 60 casos, o Centro de 32,6, Lisboa e Vale do Tejo de 42,4, o Alentejo de 36,2, o Algarve de 68,4, os Açores de 96 e a Madeira de 86,5, o que coloca Portugal, a nível europeu, na mesma situação da Finlândia, da Islândia e de Malta.

Estes indicadores – o índice de transmissibilidade do vírus e a taxa de incidência de novos casos de covid-19 – são os dois critérios definidos pelo Governo para a avaliação continua que do processo de desconfinamento que se iniciou a 15 de março e que está na quarta fase de alívio das restrições.

Lusa

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