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Portugal

Aldeia mineira do Lousal assiste a apresentação de resultados de projeto artístico Extrai

 A aldeia mineira do Lousal assiste no sábado à conclusão do projeto Extrai, com a apresentação de resultados das cinco residências artísticas que ali se instalaram nos últimos dois anos, adiantou hoje o presidente da sociedade promotora.

O projeto “Extrai: Arte e comunidade em ação”, da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (SMFOG), apoiado pela Direção-Geral das Artes (DGArtes), teve como objetivo combater os problemas sociais causados pelo fim da exploração mineira e envolveu artistas da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

“Cinco artistas que, inspirados na atualidade da aldeia mineira do Lousal e também nos tempos áureos da exploração mineira, desenvolveram cinco projetos baseados nos cinco sentidos: visão, olfato, tato, audição e paladar”, resumiu o presidente da SMFOG, Luís Vital Alexandre, em declarações à agência Lusa.

Ângela Ferreira teve a seu cargo o olfato, Rogério Taveira ficou com o paladar, Tiago Costa com o tato, Letícia Larín com a visão e Pedro Vaz com a audição.

Com alguma “intermitência” devido às condicionantes impostas pela pandemia de covid-19, “os artistas foram residindo durante períodos de três a seis dias na aldeia do Lousal”, no concelho de Grândola, explicou Vital Alexandre, onde tomaram “conhecimento da realidade da aldeia há 50 a 70 anos”.

“Tiveram a oportunidade de se aperceber do declínio que toda aquela comunidade sofreu com o encerramento da mina em 1989. Usaram estes períodos para falar com as pessoas” sobre essa época, a fim de “inteirarem-se e perceber o que eram aqueles espaços”, vincou o diretor executivo do projeto.

“Um dos artistas passava o tempo no Centro de Dia de Azinheira de Barros, para que as pessoas deixassem de o ver como um estranho e falassem de forma mais liberta. Outro virou-se mais para os jovens em idade escolar”, exemplificou Vital Alexandre.

A apresentação dos “resultados do projeto”, como prefere chamar-lhe o presidente da SMFOG, “em vez de cerimónia de encerramento”, decorre no sábado “em vários pontos da aldeia do Lousal, numa espécie de galeria de arte a céu aberto”, indica a descrição do evento no ‘site’ da DGArtes.

“Entre rodas de conversa, um almoço comunitário e a apresentação dos resultados finais das residências artísticas, vamos contar a presença dos nossos artistas e dos que com eles se descobriram artistas ao longo deste projeto”, adianta o ‘site’.

As apresentações terão lugar em quatro horários distintos ao longo do dia (10:30, 12:00, 14:00 e 19:00) e têm entrada gratuita, mas sujeita à lotação dos espaços.

Os artistas, dirigidos pelo escultor e professor da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa Sérgio Vicente, “fizeram questão de não levantar muito o véu” sobre as apresentações, mas haverá “artes performativas, esculturas, esculturas sonoras e a projeção de um vídeo”, desvendou Luís Vital Alexandre.

O projeto foi financiado pela DGArtes, no âmbito de uma candidatura submetida pela SMFOG ao concurso para Apoio a Projetos – Programação e Desenvolvimento de Públicos 2019.

Teve também suporte financeiro e logístico do Município de Grândola e da Associação Cultural OUT.RA para a concretização de um programa de valorização identitária do território através da arte pública, com o envolvimento comunitário do Lousal, assim como o apoio institucional da Junta de Freguesia de Azinheira dos Barros.

A Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, o Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes, a Ciência Viva – Centro Ciência Viva do Lousal e a Casa do Povo de Azinheira dos Barros – Centro Comunitário do Lousal foram parceiros institucionais do projeto.

Lusa

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