Connect with us

Agricultura

Agricultores do Baixo Alentejo pedem atenuação de medidas de prevenção em carta aberta à ministra da Agricultura

Hoje em carta aberta assinada pelo presidente da Federação das Associações do Baixo Alentejo, Rui Garrido, dirigida à ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, a FAABA propôs um alívio das medidas de prevenção dos incêndios na região de forma a possibilitar a utilização de máquinas debulhadoras e retroescavadoras, excluindo as horas de maior calor.

A federação reconhece “a absoluta necessidade de implementação de medidas que evitem a deflagração de fogos”, especialmente, nas “zonas providas de coberto florestal no norte e centro do país”, pode ler-se na missiva.

“Existem, no entanto, algumas situações na nossa região, que, pelas suas particularidades, deveriam, em nossa opinião, merecer outra atenção e até algum alívio e bom senso nas medidas restritivas agora decretadas”, declaram.

Face ao exposto a federação defende que seja definido um horário de utilização de máquinas debulhadoras para cada região, uma vez que, se encontra a decorrer a campanha de recolha de cereais.

“Propomos que seja permitida a debulha normal dos cereais, exceto no período entre as 13:00 e 17:00, em situações climáticas extremas em que tenha sido decretado o alerta vermelho para a região”.

Segundo a FAABA, as atuais medidas não visam o devido apoio” à instalação de sistemas de rega no território, que na grande maioria dos casos requer “a utilização de retroescavadoras para abertura e fecho de valas”.

“Estas operações ocorrem geralmente em parcelas já gradadas, preparadas para a plantação e completamente limpas de pastos, onde o risco de incêndio é nulo”, reforçam.

“O impedimento destes trabalhos está a prejudicar, não só os agricultores que necessitam de ter os sistemas instalados e prontos para a rega das plantas, na maioria dos casos já encomendadas, mas também as empresas de rega que estão impedidas de trabalhar”.

Continue Reading

Agricultura

A agricultura do século XXI é o tema da ExpoReg em Reguengos de Monsaraz

A 28.ª ExpoReg – Exposição de Atividades Económicas de Reguengos de Monsaraz vai decorrer de 12 a 15 de agosto no Parque de Feiras e Exposições da cidade. Neste certame vão estar 70 empresas, empresários e instituições a promoverem os seus produtos e serviços, a realizarem contactos e a concretizarem negócios.

Esta edição da ExpoReg vai ser dedicada à agricultura do século XXI. Para além das empresas de bens e serviços de apoio à agricultura e de maquinaria agrícola, haverá também expositores nas áreas do comércio de automóveis, climatização, artesanato, queijos, mel, gin, cerveja artesanal, doçaria, imobiliário, mecânica, vestuário, veterinária e produtores de vinho.

O certame terá ainda em permanência a exposição “A Agricultura do Século XXI” e a 25ª Exposição de Pecuária com dezenas de caprinos, ovinos e bovinos de vários produtores do Alentejo. Diariamente, das 18h às 22h, haverá passeios a cavalo no picadeiro.

A Cerimónia de Abertura da ExpoReg realiza-se na sexta-feira, dia 12 de agosto, pelas 18h, com a presença do Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Carlos Miguel, seguindo-se a visita aos expositores e uma prova de vinhos e de produtos do concelho. Às 22h sobe ao palco Rafa e Beltran com o Grupo de Sevilhanas Corazon Flamenco e a partir da meia-noite o Dj Vassalo vai animar a pista de dança.

No dia 13 de agosto, pelas 10h, tem início a conferência “A Agricultura do Século XXI” no Auditório Guadiana. A conferência vai ser moderada por Felipe Perdiz, da Elite Vinhos, e abre com a comunicação “Agricultura de Precisão”, por José Rafael da Silva, do Departamento de Engenharia Rural da Universidade de Évora.

Às 10h45, Gonçalo Morais Tristão, Presidente do COTR – Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio vai falar sobre “Regas de Precisão” e pelas 11h10, Eiras Dias, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária vai abordar o tema “As Castas do Século XXI”.  A fechar, pelas 11h45, será apresentada a comunicação “Mecanização Agrícola/Melhorias da pulverização de produtos fitofarmacêuticos e diminuição da deriva” com Helena Marcão, da Samuel Salgado, Pepe Núñez, da Pulverizadores Fede e Daniel Lopes, da Jopauto.

A partir das 18h decorre no picadeiro o primeiro dia de provas do Concurso de Saltos Nacional – Especial. O palco da ExpoReg recebe às 22h o grupo Baila Maria e a partir da meia-noite o Dj Moonlight e o Deejay JonnyM. Também à meia-noite tem início a largada de toiros no Campo das Largadas.

No domingo, dia 14 de agosto, às 18h tem início o segundo dia de provas do Concurso de Saltos Nacional – Especial. Mário Moita vai atuar a partir das 22h no palco da ExpoReg para comemorar 40 anos de carreira e a pista de dança abre à meia-noite com as misturas da Dj Miss Shy e do Dj Mike del Mata. Igualmente à meia-noite haverá largada de toiros no Campo das Largadas.

Na segunda-feira, último dia da ExpoReg, pelas 22h realiza-se uma Corrida de Touros à Portuguesa na Praça de Touros José Mestre Batista. Nesta corrida de alternativa a António Núncio vão estar também os cavaleiros João Telles, Tiago Carreiras, Miguel Moura, António Prates e Tristão Telles. Os forcados de Évora e de São Manços vão pegar toiros da Ganadaria Branco Núncio.

O palco da ExpoReg terá a partir das 22h uma noite de fados com António Pinto Basto, Luís Caeiro, Alexandra e José Gonçalez. A fechar, pela meia-noite, atua a banda Os Red.

A ExpoReg tem entrada gratuita e o Pavilhão Multiusos vai estar aberto ao público na sexta-feira entre as 18h e a meia-noite e nos restantes dias das 10h à meia-noite. A tradicional Feira de Santa Maria decorre no domingo e na segunda-feira.

Continue Reading

Agricultura

Macário Correia : “Há uma etnia especial que ataca as alfarrobas com ajuda do estado”

No inicio da semana, Macário Correia esteve à conversa com Goucha, num tom descontraído, foram abordados vários temas, entre os quais a agricultura, a sua atividade principal de momento.

Enquanto agricultor, produz citrinos e alfarroba contudo, o antigo autarca afirma que esta gera uma problemática que é o roubo, uma vez que, “Há uma etnia especial que ataca as alfarrobas com ajuda do estado”.

” O Governo pode resolver o problema, basta que crie uma norma administrativa para que a faturação seja associada a um título de posse de terra com alfarrobeiras”, explica o antigo ministro do Ambiente de Cavaco Silva.

O ” ouro negro do Algarve”, como é conhecida a alfarroba tem sido alvo de vários roubos, em relação ao ano passado os roubos de alfarroba duplicaram , infelizmente é algo que faz parte do quotidiano dos agricultores que se veem obrigados a adotar novos métodos de maneio dos frutos, provocando um acréscimo no preço final ao consumidor, segundo o avançado pela reportagem da TVI.

O seu valor comercial não para de aumentar, razão pela qual os roubos duplicaram. Um quilo de alfarroba pode chegar a atingir os 3€.

Num período em que os agricultores não conseguem evitar o furto, na internet circula um vídeo que está tornar-se viral, onde duas jovens mostram o dinheiro ganho na apanha de alfarroba, o que vem indignar os produtores.

Continue Reading

Agricultura

ACOS solidária com agricultores dos concelhos devastados pelos incêndios

A ACOS – Associação de Agricultores do Sul – está a participar na ação de solidariedade para com os agricultores dos concelhos onde ocorreram recentemente grandes incêndios, designadamente Murça, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar. 

Os agricultores que se disponibilizarem para ajudar os seus pares que foram vítimas dos incêndios podem contribuir com a entrega de palha, feno e concentrados para alimentação animal. A exemplo do que já aconteceu em outras ações de solidariedade, a ACOS reúne em Beja os contributos dos seus associados e de outros agricultores que se queiram associar à campanha organizando, logo que tenha carga suficiente, o envio dos donativos para os respetivos concelhos. Os agricultores que pretendam contribuir deverão entrar em contacto com a ACOS para agendamento das entregas.

De destacar que esta campanha de solidariedade com os agricultores assolados pelos incêndios foi despoletada pela CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal. De acordo com esta estrutura de representação do setor agrícola “o incêndio que assolou os concelhos de Valpaços, Vila Pouca de Aguiar e principalmente o concelho de Murça, onde ardeu, até ao momento, mais de metade da sua área territorial e destruiu à sua passagem áreas de floresta, castanheiros, olival, vinha, apiários e, principalmente, as áreas de pastagem, as instalações agrícolas e as reservas alimentares existentes. Para além de outros problemas, urge responder com rapidez e eficácia aos produtores pecuários afetados, aproximadamente uma centena com um efetivo de 600 Cabeças Normais (Dados IFAP), a esmagadora maioria de raças autóctones – Raças caprinas Serrana e Bravia e bovina Maronesa que neste momento não têm sequer palha para alimentar os seus animais”.

A cultura de solidariedade entre os agricultores leva-os a organizarem-se, mais uma vez, “mesmo num ano de escassez para todos os agricultores portugueses e não esquecendo as medidas restritivas da situação de alerta em que nos encontramos, acreditamos convictamente que há sempre espaço para demonstrar a solidariedade que entre nós existiu, existe e continuará a existir. Desta forma apelamos a todos os que solidariamente puderem ajudar, em géneros (palha e concentrados) para a alimentação animal”.

Além do Pavilhão da ACOS como ponto de recolha de alimentação animal, foram ainda criados vários outros pontos de concentração de donativos em outras zonas do país, envolvendo outras estruturas ligadas ao setor: em Évora as entregas deverão ser feitas no CDAPEC, em Santarém no CNEMA e na Guarda na ACRIGUARDA.

Para mais informações contactar, por favor: 

Rui Garrido – Presidente da ACOS – 932 202 526 

Continue Reading

Portugal

Produtores de vinho à beira da falência

O aumento continuado dos preços das matérias primas, dos materiais de engarrafamento, dos transportes e dos custos em geral, está a levar inúmeros pequenos e médios produtores de vinho à beira da falência, segundo o comunicado emitido pela Associação Nacional dos Comerciantes e Exportadores de Vinhos e Bebidas Espirituosas, ANCEVE.

De acordo com a associação o cenário é preocupante, consequência do aumento do preço dos combustíveis, do gasóleo agrícola, que subiu de €0,83 para quase €1,80 o litro e dos impostos aplicados no setor.

“Os adubos e outros materiais agrícolas essenciais subiram para mais do dobro. A eletricidade subiu exponencialmente. As caixas de cartão subiram 125%, de €400,00 para mais de €900,00 o milheiro. As garrafas subiram já quatro vezes este ano, de €0,18 em 2021 para €0,27 em 2022, 50% de aumento para uma garrafa tipo. Os rótulos subiram também 50%.  As rolhas 20%. As cápsulas 30%. Todos os fornecedores debitam agora aos produtores o transporte dos materiais, que antes estava incluído nos preços. E passaram a exigir aos pequenos e médios produtores o pagamento contra entrega, não concedendo prazos, como antes acontecia”, pode ler-se na nota.

A ANCEVE avança ainda que, em contrapartida, “continuam a verificar-se enormes problemas no abastecimento dos materiais de engarrafamento, sobretudo do vidro e do cartão”.

“O custo dos transportes disparou : como exemplo, o custo de envio de uma palete de vinho de Lisboa para o Algarve era de €35,00 e agora está nos €65,00. Acresce que são debitadas ao produtor taxas-extra de combustível, que antes não existiam”.

Outro fator igualmente preocupante, segundo os comerciantes, é a escassa mão de obra, numa altura em que se inicia mais uma vindima. A ANCEVE considera que a legislação não está adaptada à realidade e não tem qualquer flexibilidade : “Se um trabalhador com salário mínimo aceitar por hipótese trabalhar aos sábados, para tentar aumentar a sua remuneração, acaba por receber menos dinheiro no final do mês, pois a subida automática de escalão prejudica-o de forma drástica”.

No que diz respeito aos produtores, “estes conseguiram apenas subir os seus preços de venda em cerca de 10%, pelo que a esmagadora maioria irá apresentar enormes prejuízos no final do ano, se lá conseguirem chegar”.

A associação faz um apelo ao Governo, de forma a que este pondere a implementação de um plano extraordinário de apoio à fileira do vinho, “um sector que leva longe o nome de Portugal mas está a ficar estrangulado pelo aumento brutal dos custos”.

Continue Reading

Ultimas do Alentejo

Publicidade

Siga-nos no Facebook

Os Mais Vistos

ÚLTIMAS 48 HORAS