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Economia

Sem voos, comandantes de Airbus A380 ganham a vida como motoristas de autocarro

Com os gigantes Airbus A380 parados e sem previsão de voltar a voá-los, a australiana Qantas os mandou ao deserto para que fiquem conservados até sua volta. Junto com sua retirada de serviço, pilotos foram considerados redundantes e suspensos ou desligados da companhia.

Uma dessas histórias foi retratada pela The Project TV, cuja matéria está disponível abaixo. Ela mostra o relato emocionado de dois comandantes que levaram um dos A380 para o deserto de Mojave, na Califórnia. Juntos, eles têm 62 anos de cockpit, mas agora não há mais aviões para voarem, ao menos por enquanto.

Com lágrimas nos olhos, o comandante Peter Probert disse à repórter que um de seus momentos mais difíceis foi deixar o avião no deserto, que é um cemitério para muitos deles. 

Do Airbus para o “bus”

Agora, Peter não têm mais nenhuma relação com a Qantas e, portanto, decidiu mudar de emprego, pelo menos temporariamente: ele está dirigindo autocarros em Sydney no transporte público, junto com outros doze colegas da tripulação.

Na entrevista, ele mostra um respeito claro por seu novo trabalho. “Quando você pilota um Airbus, precisa de um nível muito alto de concentração, mas por períodos mais curtos de tempo”, explica o colega e também piloto Peter Cairns. Como motorista de autocarro, por outro lado, ele deve estar focado sem parar durante todo o turno. Em ambas as profissões, no entanto, ele valoriza trabalhar com máquinas grandes.

Outro comandante comenta que eles só têm que agradecer porque têm um trabalho e podem dar apoio às suas famílias num momento tão difícil para o mundo. Todos eles aparentam estar emocionados, certamente por terem deixado o que amam de lado, pelo menos por algum tempo.

Quando questionado se esperava voar novamente, Peter Probert disse que sim. No entanto, ele poderia se imaginar a conduzir novamente um autocarro mais tarde, após o fim de sua carreira de piloto.

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