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Política

Rui Rio receia que “o Governo possa continuar a aumentar a carga fiscal”

O Presidente do PSD está preocupado com a elevada carga fiscal e receia que o Governo continue a aumentar os impostos no próximo Orçamento do Estado e nos seguintes

Depois de uma visita à 4.ª divisão da PSP de Lisboa, Esquadra do Calvário, no passado dia 5 de dezembro, Rui Rio comentou um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), segundo o qual a carga fiscal em Portugal subiu dos 34,3% do PIB, em 2017, para os 35,4% em 2018, o valor mais elevado desde 2000, acima da média dos países analisados.

“Eu acho preocupante. (…) Vamos ver o Orçamento do Estado para 2020 e os próximos, mas o receio que tenho é que vão continuar a aumentar a carga fiscal. Tenho poucas esperanças que este Governo do PS, em particular sustentando-se no BE e no PCP no parlamento (…) possa baixar [a carga fiscal] em Portugal, e era fundamental que baixasse”, afirmou.

Rui Rio considera que a descida de impostos não pode ser feita de “forma brutal”, mas defendeu que é possível inverter a tendência e “em vez de continuar a subir, começar a descer”. “A minha perceção é que vamos continuar no caminho errado, espero que me engane”, disse.

De acordo com o relatório da OCDE divulgado esta quinta-feira, o rácio dos impostos pagos face ao Produto Interno Bruto em Portugal aumentou 1,0 pontos percentuais entre 2017 e 2018, um crescimento que foi de apenas de 0,1 pontos no conjunto dos países da OCDE neste período. Portugal ocupa a 16.ª posição da lista de 36 países da OCDE para os quais existem dados disponíveis, com um peso dos impostos mais elevado do que a média de 34,3% do PIB.