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Brasil

Revista Time coloca Bolsonaro entre 100 mais influentes e o responsabiliza por mortos na pandemia e crise ambiental

Bolsonaro se envolveu em algumas polêmicas ao se referir ao covid-19 como uma “gripezinha” e ao demonstrar interesse em acabar com o isolamento social no auge da pandemia

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foi escolhido como uma das cem personalidades mais influentes do ano de 2020 pela revista ‘Time’, que apontou o líder do país como um dos responsáveis pelo alto número de mortes em decorrência do covid-19 que o Brasil atingiu, além de culpá-lo pelos incêndios na floresta amazônica que atingiram números recordes neste ano. 

A lista oficial, divulgada na noite da última terça-feira (22), ainda conta com o nome de outro brasileiro influente no País – mas desta vez na internet. O empresário e influenciador digital Felipe Neto também aparece entre os nomes mais influentes elencados pela revista, ao lado de nomes globais de peso, como o da chanceler alemã Angela Merkel, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, o candidato democrata à Presidência dos EUA, Joe Biden, e o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. 

Bolsonaro aparece na categoria nomeada de “líderes”. Ao destacar o presidente brasileiro, a Time se refere ao presidente como um “ceticista teimoso” em relação ao número crescente de mortos que o Brasil atingiu durante a pandemia do covid-19, e a suposta “indiferença” do político com os incêndios na Amazônia, mesmo com grande parte das organizações ambientais estando alarmadas com a situação. 

“A história do ano do Brasil pode ser contada em números: 137 mil vidas perdidas para o coronavírus. A pior recessão em 40 anos. Pelo menos 5 ministros demitidos ou que pediram demissão. Mais de 29 mil incêndios na floresta amazônica somente em agosto. Um presidente cujo ceticismo teimoso sobre a pandemia e indiferença em relação à espoliação ambiental elevou todos esses números”, afirma o texto assinado pelo editor internacional da Time, Dan Stewart. 

Ao longo do texto, a revista ainda destacou a aprovação de grande parte da população em relação ao seu governo em pesquisas de opinião oficiais – 37% em levantamentos do final de agosto. Para o veículo jornalístico, a aprovação se deve ao auxílio emergencial pago as pessoas mais vulneráveis durante a pandemia (desempregados, trabalhadores autônomos, participantes de programas sociais do governo, etc…) – 600 reais no início da pandemia, e atualmente 300 reais. 

A Time ainda se incluiu que o índice de aprovação se dá pelo que nomeou de “seguidores fervorosos” de Bolsonaro, “apesar de uma série de acusações de corrupção e um dos números mais altos de mortos por Covid-19 no mundo”. “Para sua base, ele simplesmente não pode errar. E o resto do Brasil, e do mundo, é deixado para contabilizar os custos”, disse a revista em sua publicação.  

Já Felipe Neto teve destaque na categoria “ícones”, e foi descrito como “o influenciador digital mais importante no Brasil, possivelmente no mundo”, uma caracterização que leva em conta os 39, 5 milhões de inscritos em seu canal no YouTube, além dos seus 12,4 milhões de seguidores no Twitter. 

O também empresário foi uma das primeiras pessoas a ‘bombar’ na internet, e sua trajetória online teve início há cerca de uma década. Felipe começou na web criticando filmes, séries e pessoas consideradas por ele como ‘moda’, como, por exemplo, a saga ‘Crepúsculo’.  

Entretanto, com o passar dos anos o seu conteúdo mudou de forma drástica – assim como o seu público que se tornou majoritariamente jovem – e atualmente ele tem usado a sua visibilidade na internet para criticar o governo, desde que Bolsonaro foi eleito anda em 2018. 

“Neto encontra Bolsonaro nas próprias plataformas de mídia social em que o presidente navegou habilmente para divulgar informações falsas e ganhar seguidores durante sua eleição”, disse o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ), responsável pelo perfil sobre Neto para a revista. 

“Quando Felipe Neto fala, milhões ouvem. E sua voz, agora justa e politizada, ressoa poderosamente em um país cuja democracia está em perigo”, afirmou. 

Beatriz Bergamin

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