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Saúde

Reservas de Sangue em Portugal a níveis críticos

Os tipos sanguíneos 0+ e A+, os mais comuns entre os portugueses, são os que estão mais em falta, com reservas nacionais para quatro a sete dias.  Apesar de os bancos de sangue ainda não estarem em rutura, a Federação Portuguesa de Doadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) apela à população saudável para dar sangue.

Desde o inicio do ano que as reservas de sangue têm vindo a diminuir devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus. Mas em setembro os níveis começaram a mostrar algum desequilíbrio devido à retoma da atividade hospitalar e das cirurgias, que elevaram o consumo de sangue.  Os restantes tipos sanguíneos mantêm níveis para mais de 7 dias.  

O presidente da FEPODABES, Alberto Mota, refere em comunicado que “a pandemia não deve ser motivo de medo”, e acrescenta ainda que estão preparados para receber todos aqueles dispostos a ajudar, “adotando todos os cuidados necessários”.                                                 

O processo de recolha não demora mais do que meia hora e consiste na colheita de 450 ml de sangue. Qualquer pessoa saudável, que não apresente sintomas de Covid-19, com mais de 18 anos e 50kg pode ser um doador de sangue.

O Instituto Português do Sangue e da Transplantação reforça em comunicado que, apesar da nova realidade trazida pela pandemia, “a necessidade de componentes sanguíneos para tratar os doentes mantém-se inalterada” e que, por isso, “nos locais de colheita foram reforçadas todas as medidas para que este ato se efetue com segurança”.

No dia 14 de novembro o Crato vai ter uma colheita de sangue, que vai também decorrer em Santo António das Areias no dia 21 de novembro e em Monforte no dia 12 de dezembro.

O Banco de Sangue do Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, está aberto de segunda a quinta feira, entre as 8:00h e as 13:00H e das 8:00 às 11:00 à sexta-feira.

Cláudia Patrício Silva