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Política

PSD denuncia falta de professores e de assistentes operacionais nas escolas

Cláudia André, deputada do PSD eleita pelo círculo eleitoral de Castelo Branco, e coordenadora da Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, questionou o ministro da Educação no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2020 na especialidade. Na audição desta segunda-feira, no Parlamento, a deputada criticou o ministro da Educação por não dotar as escolas dos recursos necessários para o seu funcionamento, desde logo professores vocacionados para “projetos de educação digital e de informática”.

Cláudia André lembra ainda que “há falta de professores de português e de inglês nas escolas”, não obstante o Governo garanta que irá “proporcionar projetos de escolas bilingue de inglês, francês, espanhol até de mandarim”.

A deputado do PSD censura o ministro por ter anunciando o alargamento do horário do 2.º ciclo sem ter resolvido “o problema da falta de professores e da falta de operacionais nas escolas”, afirmando que “se calhar o ministro está à espera que, uma vez mais, sejam as autarquias a cumprir com aquilo que o Ministério anuncia”.

Sobre o problema da violência nas escolas, Cláudia André mostra-se perplexa com “o silêncio do ministro sobre o assunto e a ausência de estratégia” do Governo.

Cláudia André interrogou o ministro sobre “quantas autarquias já manifestaram o interesse em assinar a anunciada nova geração de contratos de segurança”, qual “a dotação orçamental acordada entre os Ministérios da Administração Interna e da Educação para o projeto escola segura” e “qual a verba prevista para o anunciado programa de alargamento de horário do 2.º ciclo”.

A deputado do PSD interrogou também o ministro sobre o contrato de associação com o Instituto Vaz Serra (IVS) de Cernache do Bonjardim, assim como o ponto de situação das obras na Escola Secundária da Sertã. Cláudia André referiu que o IVS em Cernache do Bonjardim “é uma escola localizada no interior”, situada “junto a uma estrada (a EN238) em ruínas, e com muitos alunos que habitam a 10, 15, 20 quilómetros” do estabelecimento de ensino.

A deputada, que é natural deste concelho da Sertã, declarou que o Instituto Vaz Serra tem “39% dos seus alunos abrangidos pelo escalão A e 21% dos seus alunos são abrangidos pelo escalão B”.

De acordo com Cláudia André, “com a chegada do ministro o contrato de associação do IVS anulou-se nos anos pares e renovou-se nos anos ímpares, (…) leia-se em anos de eleições”. Cláudia André inquiriu o ministro sobre se irá renovar “os contratos de associação do IVS até ao final da presente legislatura”.

Cláudia André quis ainda saber se as obras da Escola Secundária da sertã, que estão suspensas, irão recomeçar em 2020.