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Política

PAN: Cristina Rodigues sai, André Silva fala em “estratégia concertada”

Está a ser um mês negro para o PAN – Pessoas Animais e Natureza. Soube-se hoje que o partido conta a partir de agora com menos um deputado na Assembleia da República. Cristina Rodrigues, eleita pelo distrito de Setúbal nas últimas eleições legislativas, é a mais recente militante a pedir a desfiliação, passando a ser deputada não inscrita.

“Há momentos na vida em que somos obrigados a tomar decisões profundamente difíceis.” escreveu a agora ex-deputada pelo PAN no seu perfil pessoal, onde apresentou publicamente os motivos da sua desvinculação. A advogada, de 35 anos, revelou as suas divergências com a orientação do partido que considera ter passado “de um discurso construtivo, positivo, imbuído da vontade de fazer pontes e de dialogar, para um discurso agressivo que chega a colocar em causa pessoas e não ideias”.
Cristina Rodrigues acrescentou ainda não ser rever na atual forma de fazer política do PAN, e exemplificou com as bandeiras da causa animal, onde referiu que “deixou de ser uma causa prioritária para o Partido“, do clima, em que diz “nunca mais o PAN tomou qualquer diligência para a fazer avançar [ a Lei do Clima]” e do Rendimento Básico Incondicional(RBI), em que a deputada considerou que, com a pandemia, houve “uma janela de oportunidade que foi desaproveitada”.
Dentro do leque de críticas internas, a deputada acusou ainda o partido por sentir a sua ” voz silenciada e a minha capacidade de trabalho condicionada, o que culminou com o meu recente afastamento da Comissão Política Permanente do PAN“.

Comunicado lançado no Facebook de Cristina Rodrigues

André Silva rejeita crise interna e acusa ex-dirigentes de oportunismo

O Porta-voz do PAN não poupou críticas a Cristina Rodrigues

Após mais uma demissão sonante no partido, os jornalistas voltaram a ser chamados à Avenida Almirante Reis para ouvirem as justificações do porta-voz do PAN, André Silva, acerca da mais recente desvinculação.
O deputado rejeitou a existência de uma crise interna e devolveu acusações a Cristina Rodrigues, acrescentando que o sucedido “mais não é do que a antecipação de um inevitável processo de retirada de confiança política do partido”, acusando ainda a deputada independente de conviver mal com a democracia e de estar ausente em muitas reuniões do grupo parlamentar.
André Silva continuou o seu rol de críticas à ex-dirigente, dizendo aos jornalistas presentes que houve “falta de interesse e de empenho que foi por demais evidente ao nível do trabalho político que não desenvolveu nas Comissões que acompanhava”crítica que o porta-voz do PAN já tinha anteriormente lançado aos três ex-dirigentes que se desfiliaram na Madeira

O engenheiro civil afirmou também no comunicado aos jornalistas, que as desvinculações revelaram que os ex-dirigentes “Têm interesses próprios e agenda pessoal e usaram o PAN como trampolim para chegar até estes lugares”, e considerou “curioso que Cristina Rodrigues e o eurodeputado que recentemente saíram do partido não abandonaram os seus cargos políticos remunerados”

Ainda assim, o porta voz do partido declarou que o PAN “está com mais força para continuar o caminho que tem vindo a trilhar” e que não antecipa mais nenhuma desfiliação.

A deputada independente, que se torna agora na sétima demissão consecutiva no partido, foi eleita pelo círculo eleitoral de Setúbal onde, na altura das eleições, deu uma polémica entrevista dando a entender que não teria lido o programa do PAN.




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