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Sociedade

OURIQUE REALIZA CICLO DE CINEMA PELA IGUALDADE DE GÉNERO

O Município de Ourique promove nos meses de outubro e novembro, um Ciclo de Cinema pela Igualdade de Género, no Cine-Teatro Sousa Telles. Uma iniciativa inserida no Plano Intermunicipal para a Igualdade, que luta pela igualdade de género e pelo combate à violência doméstica.

É nesse contexto que o Município de Ourique promove a realização deste Ciclo de Cinema Pela Igualdade de Género. Um Ciclo aberto à população e com entradas gratuitas, em que serão transmitidas três abordagens da temática.

A 26 de outubro pelas 21h30, é transmitido o primeiro dos três filmes que fazem parte deste ciclo de cinema. “Dou-te os meus olhos” é um filme espanhol que aborda a violência doméstica, de Icíar Bollaín, com Laia Marull e Luis Tosar e tem uma duração de 109 minutos.

“É a história de uma mulher, Pilar, que, numa noite de Inverno foge de casa. Consigo, leva somente o filho. Pilar sabe que o marido vai procurá-la. Ela é tudo para ele, é o seu sol. Durante o filme, as personagens vão reescrevendo esse livro de família onde está escrito quem é quem e o que se espera que façam. Mas todos os conceitos estarão errados e onde diz lar deve ler-se inferno, onde diz amor, só há dor, e quem promete proteção só dá terror”.

O filme ganhou sete Goyas – os “Óscares espanhóis” – nas categorias de melhor filme, melhor realizadora, melhor actor, melhor actriz, melhor actriz secundária, melhor argumento original e melhor som.

Seguir-se-á o filme “A outra Margem”, no dia 23 de Novembro, pelas 21h30. Um Filme português que expõe a síndrome de Dawn/travestis, com Filipe Duarte, Maria d’Aires e Sara Graça. Realizado por Luís Filipe Rocha (“A Passagem da Noite”, “Adeus, Pai”), “A Outra Margem” foi apresentado no Festival de Montreal onde Filipe Duarte e Tomás Almeida foram distinguidos ex-aequo com o prémio de melhor actor pelas suas interpretações.

“É a história da improbabilidade”, diz Luís Filipe Rocha. “Ricardo (Filipe Duarte), homossexual e travesti de profissão, é um homem amargurado que deseja morrer depois do seu companheiro se ter suicidado. Nesse tempo de solidão, Ricardo regressa à cidade onde nasceu, algures no interior do país, e conhece o sobrinho Vasco (Tomás Almeida), um adolescente com trissomia 21, que lhe trará uma nova vontade de viver”.

O terceiro e último filme deste Ciclo de Cinema chama-se “Uma Nova Amiga” e será transmitido a 30 de novembro, também pelas 21h39. Trata-se de um filme francês que aborda perturbações pelo género/novos conceitos de família, de François Ozon, com Romain Duris, Anaïs Demoustier, Raphaël Personnaz, Ilsid Le Besco, Aurore Clément.          

Com realização e argumento do aclamado realizador francês François Ozon (“Sob a Areia”, “Swimming Pool”, “O Tempo Que Resta”, “Potiche – Minha Rica Mulherzinha”, “Dentro de Casa”), um melodrama que adapta ao grande ecrã o conto homónimo da escritora inglesa Ruth Rendell (1930-2015).                 

“Laura e Claire sempre foram amigas inseparáveis. Quando a primeira morre devido a uma doença prolongada, deixando Davis, o marido, totalmente desconsolado e com uma filha bebé a seu cargo, Claire promete que os apoiará em tudo o que puder. Para isso, resolve ir a casa de David o máximo de vezes que conseguir para ajudar a cuidar da criança. Um dia, ao entrar sem aviso em casa dele, depara-se com uma desconhecida com a bebé ao colo. Há anos que ele guarda um segredo, que está agora pronto para divulgar, mas decidem manter em segredo.”

A violência de género, onde se inclui a violência doméstica, é uma grave violação dos direitos humanos, em particular das mulheres, que assume proporções preocupantes, tendo a Organização Mundial de Saúde declarado que constituía um grave problema de saúde pública.

Canal Alentejo

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