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Política

“O PS sabe bem qual o seu campo e qual a sua linha de atuação”, diz António Costa

“Quanto menos défice tivermos, menos dívida teremos e quanto menos dívida tivermos, menos juros iremos pagar e quanto menos juros tivermos de pagar, mais dinheiro teremos para investir”. Foi desta forma que o Secretário-geral do PS e primeiro-ministro reagiu às críticas de quem agora encara a baixa do défice como a nova vinda do ‘diabo’, quando antes o “diabo era o próprio défice”.

O líder socialista esteve ontem à noite no jantar de Natal e de Ano Novo do Grupo Parlamentar do PS, onde voltou a defender a proposta orçamental que o Governo apresentou para 2020 na Assembleia da República, garantindo tratar-se de um documento que mostra “continuidade” face à política orçamental seguida desde 2016, cujo traço fundamental é a “manutenção de uma trajetória de consolidação orçamental”, salientando António Costa que o país precisa de ter boas contas públicas para poder continuar a melhorar cada vez mais a vida dos cidadãos.

Depois de garantir que os “parceiros dos socialistas estão à esquerda” e de que o PS “não vai andar à deriva à procura da carochinha”, António Costa voltou a vincar que “está afastado” qualquer cenário de acordos orçamentais à direita, fazendo questão de acentuar que esta posição reflete a vontade deixada pelos portugueses nas recentes eleições legislativas, que “validaram politicamente a solução encontrada na anterior legislatura”, dando agora, como também referiu, “mais força ao PS”.

Para o primeiro-ministro e líder socialista, a linha que tem sido seguida pelo PS até agora é a mesma que foi “definida e aprovada nas eleições primárias de setembro de 2014”, garantindo que o partido não se desviou nem dos princípios que ratificou, nem tão pouco das estratégias que então definiu, reafirmando que o “PS sabe muito bem” qual é o seu campo e qual tem de ser a sua linha de atuação, assim como também sabe “quais são os nossos parceiros e os nossos adversários”.

Segundo António Costa, a gestão rigorosa dos orçamentos e o bom desempenho da economia mostram que, se “esta política tem dado bons resultados”, então não há razão para mudar e “correr riscos de ter maus resultados”, mostrando total convicção de que esta quinta proposta de orçamento que um Governo por si liderado apresenta à Assembleia da República “é a melhor de todas”, já que se caracteriza, como salientou, “pelos avanços e pela ausência de qualquer retrocesso”.

Nesta sua intervenção, António Costa voltou a lembrar que o Governo está a repor, pelo terceiro ano consecutivo, o poder de compra dos portugueses que se “perdeu com a inflação”, assim como tem igualmente aumentado as pensões mais baixas, que “vão subir mais 0,5%” este ano, do mesmo modo que tem vindo também a subir as prestações do complemento solidário para idosos, um objetivo que se manterá, como garantiu, “até que nenhum idoso viva abaixo do limiar da pobreza”. 

Quanto aos salários da Administração Pública, António Costa voltou a garantir que o Executivo está a propor uma atualização para 2020 e a assumir o compromisso de o voltar a fazer, em cada ano, até ao final de legislatura, o que significa, claramente, como sustentou, que “não só não estamos a retroceder, mas antes a consolidar o que fizemos e a avançar”, e que o Governo “não está só a repor rendimentos, mas a acrescentar rendimentos”.

Do mesmo modo, concretizou ainda o líder socialista, que em relação ao SNS “não estamos só a repor o que foi cortado, mas igualmente a acrescentar investimento”, são cerca de mais 900 milhões de euros, que se somam “àquilo que já acrescentámos na anterior legislatura”.