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Política

Investimento estrangeiro bate recorde pelo segundo ano consecutivo

Nos primeiros dias de 2019 “celebrámos o recorde que tínhamos alcançado no ano anterior em matéria de investimento contratado”, cenário que se está a repetir nestes primeiros dias de 2020, porque “estamos a bater um novo recorde”, afirmou esta manhã em Lisboa o primeiro-ministro, António Costa.

O primeiro-ministro presidiu esta manhã à cerimónia de assinatura de oito investimentos e à entrega dos instrumentos de mais seis contratos de investimento entre o Estado e diversas empresas, tendo na ocasião António Costa manifestado satisfação porque, a exemplo do que já antes tinha sucedido no princípio de 2019, se está de novo nestes primeiros dias de 2020 a bater o recorde de assinaturas de contratos de investimento. 

Trata-se, como sustentou o chefe do Executivo, de um claro “sinal de confiança” que os investidores e as empresas têm vindo crescentemente a manifestar, quer na economia, quer no futuro de Portugal, destacando a este propósito os “novos recordes de investimento e de contratação de trabalhadores”. 

O líder do Governo fez questão de traduzir esta sua satisfação em números, lembrando que os contratos concluídos pela AICEP ao longo do ano de 2019 atingiram o número máximo de “quase 80 contratos”, superando os mil milhões de euros e criando perto de mais sete mil novos empregos, tendo ainda acrescentado outros três fatores que reputou de fundamentais: a diversificação dos setores de atividade, a localização dos investimentos pelo conjunto do território e a origem dos mesmos. 

Evidente para António Costa, é o sinal deixado pelo exponencial aumento do investimento estrangeiro em Portugal, um traço distintivo que para o primeiro-ministro deixa antever uma robusta “confiança no futuro da economia portuguesa”, que já conseguiu ultrapassar “o enorme desafio com que se defrontava desde o início do século de voltar a crescer acima da média europeia”. 

Um crescimento que tem vindo a ser obtido desde 2107 e que o primeiroministro deixou antever que irá continuar em 2020 e em 2021, sendo que a ambição do Governo, como referiu, “é que haja pelo menos uma década de convergência sustentada com a União Europeia”, referindo António Costa que a chave deste crescimento tem sobretudo dois suportes principais, o “aumento do investimento e o aumento das exportações”, ambos muito interligados, uma vez que “só aumentando as exportações seremos capazes de melhorar o nosso perfil produtivo, a nossa produtividade e o valor dos produtos e serviços que prestamos”. 

Uma das áreas onde se tem vindo a registar uma subida sustentada de investimento nacional, mas também estrangeiro, é ao nível da investigação e desenvolvimento com os números aqui a referirem que praticamente se quintuplicou o investimento, o que para o líder do Executivo se afigura como fundamental, porque esta é a condição, como aludiu, para “melhorar a produtividade e o valor do que produzimos”, incorporando “cada vez mais inovação”. 

Quando à economia propriamente dita, o primeiro-ministro fez questão de salientar que nos últimos quatro anos Portugal, graças às boas políticas que o Governo levou a cabo na anterior legislatura, foi capaz de “acumular um aumento de 10% do seu PIB, subir 20% as suas exportações e crescer 30% o investimento”, o que é o dobro, como salientou, do aumento do investimento na zona euro ao longo deste período. 

Uma realidade insofismável que mostra, na opinião de António Costa, que o país “está na trajetória certa”, defendendo que agora basta conseguir “casar as diversas componentes que têm sido as marcas fundamentais da nossa ação”. Designadamente, como apontou, “manter o país aberto ao mundo”, ter internamente políticas que “desenvolvam a justiça social e favoreçam uma melhor partilha da prosperidade” de forma a “reforçar a coesão social e territorial” e “mantermos a consciência de que estamos solidamente ancorados na Europa sem esquecer a longa história que também temos como país aberto ao mundo”. 

Finalmente e ainda dentro destes valores, o primeiro-ministro apontou também a componente da “estabilidade e da consistência do quadro macroeconómico do país”, lembrando a este propósito que Portugal “atingiu pela primeira vez nos últimos 45 anos o seu equilíbrio orçamental e que vai ter também o seu primeiro excedente orçamental desde período no fim do ano”. 

Nesta cerimónia, para além de António Costa, também marcaram presença o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, e os ministros do Planeamento, Nelson de Souza, e da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.

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