Connect with us

Internacional

Escolas e Universidades em Lisboa amanhecem pichadas com frases racistas e xenofóbicas contra brasileiros

Três escolas sofreram com pichações contra brasileiros e a população negra

Os muros da Escola Secundária da Portela, localizada em Lisboa, capital de Portugal, amanheceram pichados com frases racistas e xenofóbicas, na última sexta-feira (30).  Em imagens que viralizaram nas redes sociais, os muros foram tomados por frases de cunho xenofóbico e racista. 

As pichações continham frases como “Portugal é branco”, pedindo que “pretos, voltem para a África”. Os muros da escola ainda pediam que os “zucas”, gíria usada para se referir aos brasileiros em terra portuguesa, voltassem “para as favelas”. 

Foto: Reprodução/Twitter/Iara Sobral 

Ainda na madrugada desta sexta (30), a Universidade Católica Portuguesa (UCP) também amanheceu com os muros pichados com frases com teor preconceituoso como “viva a raça branca”, “fora com os pretos” e “Europa para os europeus”. 

A reitora da referida Universidade, Isabel Capeloa Gil, afirmou em nota divulgada no site da UCP que a pichação é um crime e que a universidade abriu uma denúncia junto ao Ministério Público para apurar o caso. 

O secretário de Educação de Portugal se manifestou a respeito do caso através de suas redes sociais: “Não podemos aceitar que alguém escreva isto tantos anos depois de Rosa Parks. Não podemos parar de denunciar que estas atitudes estão cada vez mais legitimadas por pessoas que, tendo crescido em democracia, suspiram, discursam e anseiam pelo regresso a um qualquer regime de que têm saudades sem nunca terem conhecido”, afirmou. 

“São situações provocatórias e a nossa posição enquanto agrupamento tem sido de não dar relevância e limpar rapidamente”, comentou, acrescentando que as frases duraram “pouco mais de uma hora” até serem limpas e retiradas do local. 

Pichações similares também foram registradas em escolas secundárias de Sacavém e Olivais, ambas em Lisboa, no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE) e em um centro de acolhimento de refugiados na região da Bobadela. 

Foto: Reprodução/Twitter/Iara Sobral 
Foto: Reprodução/Twitter/Iara Sobral 

Em todas as pichações, há um símbolo circular com a letra V de cabeça para baixo desenhado por dentro. Segundo o Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública de Lisboa, o autor do vandalismo ainda é desconhecido das autoridades. De acordo com o jornal local “Público”, a ação está sendo considerada um crime pela polícia. 

Beatriz Bergamin