Connect with us

Brasil

Covid-19: Brasil deve começar 2021 com 175 mil mortos, diz estudo americano

Atualmente, o País já passou dos 150 mil mortos em decorrência do novo coronavírus

A decisão do presidente Jair Bolsonaro se tornou um dos assuntos mais comentados ao vetar o uso de máscara em determinados locais. (Foto: Pixabay).

O Brasil deve alcançar a marca de 175 mil mortos pelo novo coronavírus em janeiro de 2021, de acordo com uma projeção feita pela Universidade de Washington. Considerando a margem de erro, o número pode variar entre 170 mil a 181 mil mortos.  

Em termos mundiais, o estudo aponta que até 4 de janeiro de 2021 o mundo já terá atingido a marca de 2 milhões de mortos. O estudo, que teve a sua última atualização em 9 de outubro com dados do Instituto de Métricas e Avalição em Saúde da Universidade de Washington, leva em consideração um cenário parecido com o que o Brasil está vivendo atualmente: com a flexibilização do distanciamento social e com o uso de máscara por cerca de dois terços da população. 

Para Guilherme Werneck, epidemiologista e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), as previsões americanas estão de acordo com estudos brasileiros: “É difícil não alcançar um número próximo desse. Não vejo nada que indique que vamos incrementar as medidas de prevenção, nem por parte dos governantes nem da população. Não vejo um cenário com menos mortes. Mais mortes, no entanto, é possível”, disse em entrevista ao Jornal O Globo. 

Brasil tem ‘mistura de curvas’ 

Segundo o especialista, o Brasil não teria uma curva apenas da doença, mas sim uma ‘mistura de curvas’, levando em consideração que cada estado brasileiro viveu ama etapa da epidemia em momentos diferentes –enquanto alguns estados quase entraram em colapso, outros viviam fases mais amenas da pandemia. Alguns estados chegaram a entrar em lockdown, enquanto outros optaram por não o fazer – mesmo com a alta dos números.  

Com isso, o que acontecerá de agora em diante em relação a pandemia no Brasil dependerá dos acontecimentos passados na epidemia no Brasil — se houve impacto na imunidade coletiva, por exemplo, a chance de um aumento brutal de casos diminui. 

Preocupação com casos no verão 

Enquanto no Hemisfério Norte há uma preocupação que a pandemia se agrave em decorrência do inverno, o verão brasileiro também traz, com o calor, uma preocupação: a diminuição na adesão ao uso de máscara. 

“Eu entendo o incômodo, mas não acho que é justificativa. As pessoas vão usar à medida que reconheçam o risco. Hoje quem usa ou está entre os resistentes, que realmente aderiram e não são afetados por ideias estapafúrdias, ou usa porque é obrigado, no ônibus, na loja, no mercado, mas sai dali e tira. É importante que seja reforçada essa ideia, de que a máscara ainda é uma das melhores opções individuais”, pontuou fazendo um alerta. 

Hoje, de acordo com dados da Universidade Washington, 66% dos brasileiros usam máscaras. Caso o uso de máscara chegasse a 95%, diz a projeção, mais de 7 mil vidas seriam poupadas. 

Beatriz Bergamin