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Brasil

Coronavírus: Brasil não terá vacinação em massa em 2021, diz vice-diretora-geral da OMS

A constatação contradiz o que foi dito pelo governo de São Paulo, que declarou que haverá vacinação da população em janeiro do próximo ano

A vice-diretora-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Mariângela Simão, opinou nesta semana que o Brasil não tem previsão de ter uma vacinação em massa contra o novo coronavírus em 2021, ressaltando que esta é quase uma “certeza”. 

“Não vai ter vacina suficiente no ano que vem para vacinar toda a população, então o que a OMS está orientando é que haja uma priorização de vacinar profissionais de saúde e pessoas acima de 65 anos ou que tenham alguma doença associada”, afirmou em entrevista recente à CNN Brasil. 

A representante da Organização Mundial da Saúde ainda pontuou que, na opinião dela, “é razoável” acreditar que até o final do próximo ano, existiram duas ou três vacinas aprovadas contra o coronavírus, caso a situação continue “com tudo correndo bem”. 

“Eu diria que 2022 é um ano que vamos ter mais vacinas porque a gente está com tanta vacina em desenvolvimento… É provável que a gente tenha ainda outras vacinas que cheguem no ano que vem provando serem seguras e eficazes”, ressaltou. 

“O importante agora não é imunizar todo mundo num país, o que é impossível: é imunizar aqueles que precisam em todos os países”, concluiu. 

Paralisação da Johnson & Johnson 

Nesta semana, a empresa americana suspendeu os ensaios clínicos que vinham sendo feitos em prol do desenvolvimento da vacina, “devido a uma doença inexplicada em um participante do estudo”, disse a empresa em nota oficial. 

Desde o fim de setembro, a americana vem recrutando voluntários para participar da fase três de testes em países como nos Estados Unidos, mas também na Argentina, no Chile, na Colômbia, no México, no Peru, na África do Sul e também no Brasil. 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) confirmou no início da semana que foi comunicada pela Johnson & Johnson sobre a paralisação dos testes e disse que o estudo “continuará interrompido” no Brasil até que o efeito adverso no voluntário seja explicado. 

Beatriz Bergamin