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Agricultura

Condições meteorológicas prejudicam a produção da pera, maçã e azeitona

A produção da pera em 2020 registou uma quebra de 35%, em relação ao ano passado, enquanto que a produção de maçã recuou 25%. Também a azeitona termina o ano com uma quebra de 30% comparativamente ao ano passado.

As previsões foram reveladas esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). As quebras deste ano devem-se sobretudo a “condicionalismos fisiológicos” e a “condições meteorológicas adversas”, segundo o INE.

Em Trás-os-Montes, uma das principais regiões produtoras de maçã, a produção foi afetada pela queda de granizo e por situações de escaldão. A maçã é normalmente colhida a partir de julho, apesar de este ano a recolha ter começado com mais de uma semana de atraso, e espera-se que a colheita atinja as 265 mil toneladas, segundo as previsões do INE. Já a apanha da pera acontece entre agosto e setembro na região Oeste e ficou marcada pela chuva que prejudicou a colheita.

Na produção da azeitona, foram os prolongados períodos quente e secos que levaram a uma quebra de 30%, tanto na azeitona para mesa como para fazer azeite. Apesar de outubro ter trazido chuva, não foi “suficiente para contrariar o efeito do conjunto de fatores negativos que afetaram o potencial produtivo desta cultura ao longo do seu ciclo”, explica o INE. A queda na produtividade da azeitona leva a que certas “áreas significativas de olivais tradicionais” não sejam colhidas, devido ao facto de “os custos de colheita superarem a valorização da produção”, alerta o INE. Consequentemente, as unidades de transformação vão ser afetadas uma vez que “os lagares mais pequenos ainda não abriram e os de maior dimensão têm linhas de laboração paradas”.

As descidas não ficam por aqui, a produção de vinho foi afetada em 5% devido à queda de neve, geada e granizo na região interior Centro, e aos escaldões que atingiram o interior Norte, Ribatejo e Alentejo. Por outro lado, para o tomate o INE prevê uma queda de 15%, igual à quebra na produção da amêndoa, mesmo sendo a segunda maior colheita dos últimos 20 anos. Há ainda a previsão de uma queda de 10% na produção de arroz, chegando às 137 mil toneladas, devido à diminuição da área instalada.

Cláudia Patrício Silva

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