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Alentejo Litoral

CMS EMPENHADA EM SOLUÇÕES PARA TRABALHADORES DA CENTRAL

O presidente da Câmara Municipal de Sines, Nuno Mascarenhas, reiterou a 7 de março a disponibilidade da autarquia para colaborar com os trabalhadores e com todas as entidades envolvidas no processo de descontinuação da atividade da central termoelétrica de Sines, prevista para 2023.

“Devemos procurar uma solução para os trabalhadores que seja real e que se concretize o mais rapidamente possível”, disse Nuno Mascarenhas no fórum “Encerramento da Central Termoelétrica”, promovido pelo SIEDAP – Sindicato das Indústrias, Energias e Águas de Portugal no auditório do Centro de Artes de Sines.

Numa sessão em que esteve presente o secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba, o presidente da Câmara Municipal de Sines mostrou-se preocupado com o futuro dos trabalhadores da central, mas também de outras empresas e setores de atividade que lhe estão associados.

“Quando falamos de trabalhadores da central, não falamos apenas dos funcionários da EDP, cerca de 400 trabalhadores. Há também uma preocupação por parte da autarquia relativamente aos empreiteiros, aos trabalhadores que prestam serviços naquela unidade, àqueles que trabalham na atividade portuária, nos transportes, que são algumas centenas e que também têm famílias e precisam de encontrar uma solução alternativa para o seu futuro.”

Investimentos como o da nova central de hidrogénio, com uma previsão de criação de 1000 postos de trabalho, poderão ser decisivos para absorver parte desta mão de obra. No entanto, o presidente da Câmara manifestou preocupação com as possibilidades não só de, por inviabilidade económica, a central ter de encerrar mais cedo, mas também de os novos investimentos previstos sofrerem atrasos na sua concretização.

“É importante estarmos preparados para esses atrasos, e apelo ao secretário de Estado para conseguirmos acelerar todos estes processos de novos investimentos”, disse Nuno Mascarenhas.

João Galamba, secretário de Estado Adjunto e da Energia, mostrou-se otimista de que, fruto dos investimentos previstos para Sines, o número de empregos líquidos na área das energias nesta região irá aumentar, mesmo considerando o encerramento da central termoelétrica.

O governante disse que não é possível garantir que todos os trabalhadores terão imediatamente emprego no dia em que a central fechar, mas assegurou que irão ser criadas oportunidades de requalificação.

Precisamente com o objetivo de estudar como se poderá processar a requalificação dos trabalhadores das centrais de Sines e do Pego no cenário do seu encerramento antecipado, foi assinado na sessão um protocolo entre o Fundo Ambiental (FA) do Ministério do Ambiente e o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Além do presidente da Câmara de Sines e do secretário de Estado, intervieram na sessão o presidente da Câmara de Santiago do Cacém, o diretor da central termoelétrica de Sines e os representantes do SIEDAP.

Álvaro Beijinha, presidente da Câmara de Santiago do Cacém, concelho onde habitam muitos trabalhadores que serão afetados pelo encerramento da central, mostrou-se especialmente preocupado com o que não têm vínculo à EDP e com os de mais idade.

João Amaral, diretor da central, disse que a EDP vai respeitar a data de setembro de 2023 fixada pelo governo e que não há qualquer decisão da empresa sobre uma eventual antecipação do encerramento relativamente a essa data. Garantiu também que “todas as responsabilidades da EDP para com os seus trabalhadores e contratados vão ser cumpridas sem omissão ou falha”.

João Damas, do SIEDAP, deu voz às “dúvidas” sentidas pelo sindicato sobre a longevidade da central tendo em conta o que tem sido o seu nível de atividade recente. O responsável sindical congratulou-se com a assinatura do protocolo entre o FA e o IEFP, mas disse que a “requalificação profissional tem de começar já”, apelando à EDP para que facilite esse processo de formação nos períodos em que a central estiver parada.

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