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Cultura

CAS: 15 anos no centro da vida da cidade

O Centro de Artes de Sines (CAS) fez 15 anos no dia 26 de novembro. Quinze anos que mudaram a vivência da cultura e criaram uma nova centralidade em Sines.

A mudança de paradigma trazida pelo CAS começou na arquitetura, com um edifício que funciona como portal entre a cidade antiga e a cidade moderna. Um edifício marcante, inspirado nas muralhas do Castelo, com fachadas sólidas e um interior recheado de luz.

A programação do Centro de Artes teve dois momentos fundadores: no auditório, o concerto de Bernardo Sassetti Trio2, no dia da inauguração; no centro de exposições, a “Os Olhos Azuis do Mar”, com a pintura de Graça Morais sobre os pescadores de Sines.

O auditório, núcleo das artes performativas, foi a casa de todas as músicas. Ao longo de 15 anos, o palco do Centro de Artes foi fértil para o jazz, para as músicas de raízes, para a música clássica, para o rock. Serviu o Festival Músicas do Mundo nos seus momentos de maior intimidade e deu asas aos músicos de Sines, de André Baptista a Rui Vinagre, passando pela Filarmónica da SMURSS, pelo Coral Atlântico e pelos alunos da Escola das Artes de Sines e de outras escolas de música.

Em 15 anos, o auditório foi cenário das artes dramáticas. D’A Barraca à Comuna, d’O Bando aos Artistas Unidos, as grandes companhias portuguesas atuaram neste palco. E, em parceria com a Mostra Internacional de Teatro de Santo André, o teatro do mundo chegou para alargar horizontes. Com o Teatro do Mar, que aqui estreou muitos dos seus espetáculos de auditório, provou-se que a criação local pode ser universal.

Em 15 anos de atividade, além de promover iniciativas integradas numa visão cultural, o Centro de Artes afirmou-se também como uma extensão da pólis. Recebeu seminários, congressos, feiras, reuniões de órgãos municipais – foi, em suma, um canal para o conhecimento e um fórum de discussão.

Ao serviço da cultura e da comunidade, o futuro do Centro de Artes de Sines continuará a passar pela polivalência e pelo cruzamento de artes e pessoas. Um Centro que, ultrapassadas as condicionantes impostas pela pandemia, voltará a funcionar em pleno como o sistema de circulação de ideias e de bens culturais para que foi criado.

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