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Saúde

Câmara Municipal de Santiago do Cacém: preocupada com a degradação dos cuidados médicos prestados na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano

O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, explicou que “os problemas no Hospital do Litoral Alentejano têm vindo a agravar-se, exemplo dessa situação foram os recentes casos na urgência pediátrica, entre outros. Perante esta situação resolvemos enviar um ofício à Ministra da Saúde para nos inteirarmos das medidas que estão a ser tomadas para a resolução dos problemas. Porque sentimos que a resposta que foi encontrada para a situação registada durante o Natal e Ano Novo não é uma solução de fundo, em linguagem médica são apenas paliativos”.

O Autarca refere que “ouvimos a Ministra da Saúde, na comunicação social, a dizer que o Governo está a adotar medidas para a resolução dos problemas, mas no HLA a situação tem-se agravado, com cada vez menos profissionais de saúde nas várias especialidades, com a agravante de que ao nível de cuidados primários, na região, sabemos que há um conjunto de médicos prestes a reformar-se”.

Esta situação preocupa não só o Executivo da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, como também as restantes autarquias do Litoral Alentejano servidas por este hospital, que abrange uma população de cem mil pessoas, à qual se juntam os milhares de

trabalhadores do complexo industrial de Sines, que não sendo habitantes da região permanecem cá por largos períodos de tempo e, durante os meses de verão, os turistas que nos visitam.

A Autarquia acompanha com preocupação as notícias veiculadas, não só pela comunicação social mas também, pelo que lhe vem sendo transmitido pelos munícipes/utentes, respetiva Comissão de Utentes, Comissão de Saúde da Assembleia Municipal e sindicatos dos profissionais de saúde, sobre a situação dos cuidados médicos prestados na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, em particular, sobre o encerramento da urgência pediátrica do Hospital do Litoral Alentejano no final do ano de 2019 e de funcionar com médicos indiferenciados em vez de médicos pediatras como é devido.

A estes problemas acresce a falta de meios humanos e profissionais qualificados, que têm contribuído para a crescente desumanização da prestação dos cuidados de saúde na nossa região, o que muito preocupa a Câmara Municipal. Perante estas questões a Autarquia aguarda uma resposta que é essencial para as populações do Litoral Alentejano, com a brevidade possível. 

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