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Internacional

Brasil deve deixar de ser uma das dez maiores economias do mundo em 2020

Gravemente atingido pela pandemia do coronavírus, o País sai do ranking neste ano

O Brasil é considerado o novo epicentro do coronavírus. (Foto: Unsplash).

O Brasil foi um dos países que mais teve a sua economia impactadas pelo coronavírus de acordo com o consenso dos especialistas em economia. Assim, o país não só teve uma grande desvalorização cambial em relação ao dólar, como também teve de arcar com amplos gastos para conter os avanços do novo coronavírus e financiar hospitais de campanha, por exemplo, para atender o número crescente de infectados que atingiu altos índices ao longo do início do ano. 

Enfrentando esta situação crítica, o Brasil deve deixar o ‘top 10’ de países com maiores PIBs (Produto Interno Bruto) em valores nominais em 2020, de acordo com um estudo de pesquisadores da FGV (Fundação Getúlio Vargas). 

O estudo idealizado pelos economistas Marcel Balassiano e Claudio Considera teve como base dados fornecidos pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) em outubro deste ano. Ao mensurar os resultados, os economistas concluíram que o País deve deixar o posto de nono maior PIB nominal do mundo em 2019 e se tornar o 12º maior neste ano. 

Em números quantitativos em dólares, o PIB do Brasil passaria de US$ 1,8 trilhão (R$ 9,6 trilhões) em 2019 para US$ 1,4 trilhão (R$ 7,5 trilhões) em 2020, indo de acordo com o movimento recessivo de nove das dez maiores economias do mundo em 2020 (a exceção é a China) devido à crise gerada pela covid-19. Com a queda, o Brasil seria ultrapassado pelo Canadá, pela Coreia do Sul e pela Rússia, que ocupariam da nona até a 11ª colocação, respectivamente. 

De acordo com os pesquisadores, a crise gerada pela pandemia é um dos fatores que explicaria a mudança no ranking, entretanto, a queda se deu principalmente pela desvalorização do real em elação ao dólar, que já está avaliada em 40% de desvalorização cambial.  

“Vale frisar que a forte desvalorização cambial que o Brasil passou nesse ano é mais um reflexo do aumento do risco do Brasil, principalmente do lado fiscal”, dizem os pesquisadores no estudo, concluindo: “Bolsa, risco (CDS), câmbio, juros futuros. Todas essas variáveis mostram as incertezas e o risco embutido no Brasil”, continuam. 

Beatriz Bergamin