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Cultura

A Terceira Pessoa de Castelo Branco inicia programa cultural com espetáculo em Bruxelas

 A Terceira Pessoa, estrutura de Castelo Branco que desenvolve projetos artísticos, inicia o seu programa cultural para 2021, com a apresentação da sua criação “Senso Comum”, com um espetáculo no Volksroom Brussels, Bélgica, foi hoje anunciado.

“Internacionalmente está planeada uma apresentação da criação ‘Senso Comum’ em Bruxelas, na Bélgica”, explicam os diretores artísticos da Terceira Pessoa, Nuno Leão e Ana Gil.

A criação “Senso Comum – Uma Vaga Lembrança de um Espetáculo”, vai ser apresentada no Volksroom Brussels (Salão Popular ou Teatro Popular), no próximo dia 01 de fevereiro.

Para o programa cultural de 2021, a Terceira Pessoa continua a contar com o apoio sustentado da Direção-Geral das Artes (DGArtes) para o desenvolvimento da sua atividade regular, bem como com o apoio financeiro e logístico do município de Castelo Branco.

No domínio da criação, a estrutura albicastrense vai desenvolver duas novas criações.

A primeira, intitulada “Tekné”, é uma criação original em teatro que continua um trabalho de experimentação enquanto acontecimento que pode ser partilhado a nível estético e dramatúrgico com o espectador.

Esta pesquisa artística teve início com a criação do espetáculo “The Old Image of Being Loved” (2016), e foi mediada com a conceção de “Senso Comum – Uma Vaga Lembrança de um Espetáculo” (2018).

“Em ‘Tekné’ interessa-nos o confronto, pensamento e experiência daquilo que pode ser o fazer teatral, de como as suas convenções e fronteiras podem estar em constante redefinição, e como a máquina técnica pode ser um mecanismo que espoleta imaginários no espectador”, referem Ana Gil e Nuno Leão.

A segunda criação, intitulada provisoriamente “Workshop QRCode”, é uma instalação multimédia que instrumentaliza a visualização gráfica de códigos bidimensionais (QR Code).

A instalação recorre a diferentes medias (performance, vídeo, som, instalação), como elementos polifónicos no espaço presencial, testando os limites da comunicação e as possibilidades de informação, desafiando os espectadores com um labirinto a decifrar.

Ambas as criações têm um plano de apresentação e circulação por todo o território nacional, passando por locais como Castelo Branco, Covilhã, Guarda, Torres Vedras, Lisboa, Elvas, Faro, Coimbra e Porto.

No domínio da programação, a Terceira Pessoa apresenta a 2.ª edição do “Singular – Ciclo de criação artística pluridisciplinar”.

Depois de ter a sua primeira edição no “atribulado” ano de 2020, o ciclo continua em 2021.

“Começar um novo ciclo de programação num ano como o de 2020 foi um enorme desafio. Um ano que nos obrigou a redefinir constantemente o que tínhamos planeado e a procurar formas alternativas de conseguir continuar a fazer as coisas. Isso fez com que, em conjunto com os artistas e projetos que recebemos em Castelo Branco, procurássemos alternativas para fazer as coisas”, explicam os responsáveis pela estrutura.

No domínio do serviço educativo, continuam dois projetos já iniciados em 2020: O “Manifesta-te”, de expressão artística, dirigido a jovens dos 13 aos 16 anos, e o “Cria em Casa”, projeto pluridisciplinar que convida todas as pessoas a explorarem a sua criatividade, através de propostas experimentais e lúdicas, que funcionam nas plataformas ‘online’ da Terceira Pessoa.

A programação de 2021 também irá trazer à Fábrica da Criatividade, em Castelo Branco, artistas e projetos como Os Sampladélicos, de Tiago Pereira (mentor do projeto “A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria”) e Sílvio Rosado, a companhia da Covilhã ASTA – Teatro e Outras Artes, a estrutura de criação de Elvas “Um Coletivo”, o artista e performer Miguel Bonneville e os artistas Ricardo Jacinto, Tiago Cadete e Pedro Barreiro.

A Terceira Pessoa tem ainda programada uma digressão de outras criações suas na programação do festival Rádio Faneca, em Ílhavo (projeto 23 Milhas), da Materiais Diversos, em Minde, e do Castelo de Artes – Encontros de Castelo Branco, nas Benquerenças.

“Continuamos a acreditar que o lugar que a cultura e as artes ocupam nas nossas vidas não é acessório, mas sim essencial. Esperamos conseguir cumprir todo o plano ao longo de 2021. Sabemos e estaremos prontos para os possíveis constrangimentos que possam surgir derivados da situação pandémica atual, que ainda se mantém. Mas tudo faremos para continuarmos o nosso trabalho com os artistas e públicos que nos acompanharão ao longo deste novo ano”, concluem Ana Gil e Nuno Leão.

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